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Brancos são maioria entre candidatos em 2026; pretos e pardos somam 49,73%

Participação de indígenas e amarelos cresce, mas distribuição racial das candidaturas permanece próxima à de 2022

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Urna eletrônica nas eleições de 2026. • Fernando Frazão/Agência Brasil

O perfil racial dos candidatos nas eleições de 2026 ficou próximo ao registrado na última eleição geral. Os brancos compuseram a maioria, com 48,82% do total de candidaturas, enquanto 36,11% se declararam pardos e 13,62%, pretos. Somados, os dois últimos grupos representam 49,73% dos candidatos, percentual ligeiramente superior ao de brancos.

Brancos seguem como maioria

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a participação de candidatos brancos passou de 48,18% em 2022 para 48,82% em 2026. Entre os pardos, houve uma pequena redução, de 36,15% para 36,11%. Já o percentual de candidatos pretos caiu de 14,12% para 13,62%.

Em números absolutos, são 10.044 candidatos brancos, 7.429 pardos e 2.803 pretos em 2026.

Participação de indígenas aumenta

Entre os indígenas, houve aumento na proporção de candidaturas. O índice passou de 0,64%, em 2022, para 0,93% neste ano. A alta de 0,29 ponto percentual representa um crescimento relativo de cerca de 45%.

Entre os candidatos que se declararam amarelos, a participação passou de 0,4% para 0,52%, uma alta de 0,12 ponto porcentual. Em termos relativos, o crescimento foi de 30%.

Número de candidaturas não garante maior representação

Para o historiador e pesquisador da Unicamp, Mateus Roque, os números precisam ser analisados considerando a composição da população brasileira. “O Brasil, no último censo de 2022, contabilizou mais de 200 milhões de habitantes, entre os quais 55% se autodeclararam pretos e pardos. Então, não é um número pequeno, uma parte significativa da população, mas, ainda assim, é uma minoria numérica dentro de espaços como o Congresso Nacional”, afirma o historiador.

Apesar do aumento no número de candidaturas, Roque ressalta que isso não significa, necessariamente, maior presença nas instâncias de decisão. “Isso não quer dizer que o mesmo grupo será eleito e que realmente vai fazer parte das instâncias de poder do Brasil”, explica o pesquisador.

Representatividade vai além da questão racial

Roque também destaca que a representatividade não deve ser entendida apenas pela perspectiva racial. “Quando a gente fala de homens e mulheres negros participando da política, a gente está falando de um compromisso da própria democracia”, afirma.

Ele ressalta ainda que a presença de pessoas negras na política não significa que esses representantes atuarão exclusivamente em pautas raciais. “O negro também vai discutir segurança pública, processos de educação, saúde, gastos públicos, e assim por diante”, conclui Mateus Roque.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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