Justiça manda Peninha apagar vídeo que associa Renan Santos ao uso de drogas
Decisão determina remoção de conteúdo publicado no YouTube e fixa multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento
A Justiça de São Paulo determinou a remoção de um vídeo do canal “Buenas Ideias”, de Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que associa o candidato à Presidência da República Renan Santos ao uso de drogas. A decisão é da juíza Renata Martins de Carvalho, da 17ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo, e foi publicada na sexta-feira (28).
O vídeo, intitulado “O Candidato que Virou Pó”, foi publicado em 5 de agosto e tem cerca de 27 minutos. Segundo a decisão, Renan aparece na capa do conteúdo e é citado nominalmente ao longo da gravação.
Na ação, Renan Santos afirmou que o vídeo associa sua imagem ao uso de cocaína, além de atribuir a ele outras condutas e fazer declarações ofensivas, sem apresentar provas. O candidato pediu a retirada do conteúdo do YouTube.
Ao analisar o pedido, a magistrada afirmou que, em uma análise inicial, o vídeo apresenta declarações que “em tese, associam a pessoa do autor a fatos e expressões de caráter depreciativo”, com potencial de atingir sua imagem.
A decisão cita dois momentos específicos do vídeo. Aos 5 minutos e 46 segundos, segundo a magistrada, Eduardo Bueno menciona Renan e faz referência ao uso de entorpecentes e a relações sexuais com "travestis". Aos 21 minutos e 13 segundos, o nome do candidato volta a ser mencionado em meio a palavras consideradas ofensivas pela Justiça.
A decisão também cita outras declarações apresentadas na ação, entre elas a afirmação de que Renan deveria ser “descartado e esmagado que nem uma barata”.
Multa
A Justiça determinou que Eduardo Bueno e o Google Brasil, responsável pela plataforma YouTube, removam o vídeo no prazo de cinco dias após serem cientificados da decisão. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil.
A magistrada fundamentou a decisão no artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, que protege a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem, e no artigo 20 do Código Civil.
A decisão é provisória e ainda não encerra o processo. Eduardo Bueno e o Google serão citados e terão 15 dias úteis para apresentar a defesa.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.


