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Justiça Eleitoral acata queixa-crime apresentada por Flávio e determina investigação contra Ana Elisa por supostas fake news

O Ministério Público Eleitoral havia avaliado que a denúncia de Flávio Bolsonaro possuía indícios suficientes para justificar uma investigação formal, posição que foi corroborada pelo juiz eleitoral

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Deputada foi eleita com mais de 520 mil votos e relata ter sofrido ameaças desde então
Deputada foi eleita com mais de 520 mil votos e relata ter sofrido ameaças desde então • Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais acatou uma queixa-crime apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT) e determinou o início de investigação formal contra a parlamentar eleita por suposta divulgação de notícias falsas contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha.

O Ministério Público Eleitoral havia avaliado que a denúncia de Flávio Bolsonaro possuía indícios suficientes para justificar uma investigação formal, posição que foi corroborada pelo juiz eleitoral.

Foi recomendado ainda a preservação dos dados digitais nas plataformas para que a investigação não seja prejudicada. Contudo, o magistrado negou o pedido do candidato do PL para proibir ampla publicação de postagens futuras.

Por fim, a decisão retirou o caráter sigiloso do processo principal, mantendo o sigilo apenas nos documentos pessoais do autor.

As publicações de Ana Elisa citadas na queixa-crime contêm citações, por exemplo, ao boato de que Flávio estaria articulando para retirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.

“Em síntese, a noticiada atribuiu ao campo político do noticiante um ataque a símbolo religioso caro a parcela expressiva do eleitorado, sem qualquer lastro fático, e, confrontada com a falsidade, não recuou, mas reafirmou a notícia sabidamente inverídica”, pontua a denúncia.

Para a Itatiaia, a deputada eleita afirma que o processo corre em sigilo e que essa não é "a primeira tentativa" do senador Flávio Bolsonaro. "Não tem como eu falar nada sobre, pois ainda não tivemos acesso ao inquérito".

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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