Itatiaia

Indira Xavier questiona existência da dívida de Minas com a União: ‘Não é legítima’

Ela ainda questiona a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e avalia que a política pública causará falta de investimento em áreas primordiais do estado

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Marcello Pereira / Itatiaia

A candidata da Unidade Popular (UP) ao Governo de Minas, Indira Xavier, afirmou, durante sabatina da Itatiaia veiculada nesta sexta-feira (21), que a dívida de Minas com a União, estimada em R$ 179 bilhões, não é “legítima” e propõe uma auditoria, junto ao governo federal, para questionar o débito. Ela ainda questiona a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e avalia que a política pública causará falta de investimento em áreas primordiais do estado, como saúde e educação.

“Veja, é um um programa que visa desinvestir nas áreas essenciais que a gente tá falando que já sofreu nos últimos anos. Ele não deve ser visto com bons olhos pelo povo mineiro. Porque, a exemplo do que aconteceu em 2016, quando se aprovou o teto de gastos, o resultado prático é que de 2016 a 2026 houve um desinvestimento de 80% no Sistema Único de Saúde. Então, uma das condicionantes para a adesão ao Propag é exatamente a contenção dos gastos nas áreas sociais e isso vai impactar diretamente a nossa vida”, defende.

De acordo com ela, o setor minerário e o agronegócio pagam um percentual de impostos muito abaixo do que é cobrado, em média, da população e explica que o recurso vai para a União. Com isso, na visão da candidata, haveria uma espécie de “superávit” do estado com o governo federal que não estaria sendo considerado. “Se fosse aplicado apenas esse percentual que todos nós pagamos, por isso que quando a gente fala que o povo paga mais imposto do que os empresários, a gente está falando disso. Se fosse aplicada a mesma alíquota, nós teríamos tido ao longo desses anos mais R$ 135 bilhões no caixa do estado”, argumentou.

“Então é óbvio que a gente não tem condições de aderir a esse programa que ele serve para contingenciar, para impedir o desenvolvimento social do nosso estado, para contingenciar o orçamento da saúde, da educação, das áreas sociais para ser o elemento de justificativa para não haver concurso para saúde, para educação, para continuar não pagando o piso constitucional dos trabalhadores públicos, porque é isso, eu falei aqui dos trabalhadores da educação, mas o piso da educação que o Estado não paga é de R$ 4.800 e o Estado paga R$ 2.700 aos trabalhadores. Então, é um programa que reconhece uma dívida que não é legítima”, finaliza Indira.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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