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Foco na regionalização, Lula aposta no Nordeste e Camilo Santana vira coordenador político no 2º turno

Além do ex-ministro e senador, Rui Costa (PT-BA) ficará na coordenação da agenda e Rafael Fonteles (PT-PI) assumirá a coordenação de comunicação, todos responderão ao presidente nacional do PT, Edinho Silva; a estratégia é focar na mobilização da base

Por, Brasília
Presidente Lula escolhe Camilo Santana para coordenar campanha no Nordeste, no segundo turno • Ricardo Stuckert/PR

Ao reorganizar a campanha para o segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana para assumir a coordenação política desta nova fase. A estratégia prevê uma atuação mais regionalizada, com foco na mobilização das bases, principalmente no Nordeste, onde Lula perdeu votos para o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Além de Camilo, o senador recém-eleito, ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), ficará à frente da coordenação da agenda. Para completar o trio, Rafael Fonteles (PT-PI), reeleito governador do Piauí, assumirá a coordenação de comunicação.

As decisões foram tomadas durante reuniões realizadas desde segunda-feira (5), nas quais os três políticos estiveram com Lula. Integrantes da cúpula da campanha confirmaram que ninguém será retirado dos atuais postos de gestão. A estrutura seguirá com um coordenador-geral, Edinho Silva, presidente nacional do PT, que dividirá as atribuições com os demais coordenadores.

Interlocutores do partido afirmam que a regionalização já havia sido defendida no início da campanha, mas não foi colocada em prática. Na avaliação de aliados, a coordenação geral da campanha de Lula não conseguiu estabelecer uma conexão efetiva com os problemas enfrentados pela população. Por isso, a ideia para as próximas semanas é descentralizar a atuação e nomear algumas lideranças regionais para ampliar o alcance das propostas, de acordo com as particularidades de cada região.

A orientação é incorporar novos integrantes ao comando geral para dar novos rumos à campanha. Serão definidos setores responsáveis por estimular a mobilização e ampliar o diálogo nas comunidades, principalmente com sindicatos, entidades de trabalhadores rurais e servidores públicos.

Em locais de difícil capilarização, como no Norte, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que são áreas mais voltadas ao agronegócio ou atividades relacionadas, a estratégia será com o debate político e no diálogo com as comunidades.

A integração de jovens com experiência nas redes sociais também está entre as prioridades da campanha, que busca ampliar sua presença nas plataformas digitais. Lula se reuniu nessa quarta-feira (7) com influenciadores e parlamentares recém-eleitos, entre eles a deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa, em mais um sinal dessa mudança. A partir de agora, os novos integrantes atuarão em uma sala montada no QG da campanha de Lula, no Lago Sul, em Brasília.

Foco em virar votos no Nordeste

Entre os petistas, é unânime a avaliação de que o Nordeste é a região onde Lula tem maior capacidade de conquistar novos votos. Apesar de o presidente ter vencido na região, considerada historicamente um de seus principais redutos eleitorais, o bolsonarismo ganhou espaço, especialmente no interior, segundo fontes ouvidas pela Itatiaia.

O presidente enfrentou um revés ao ver a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste diminuir em comparação com a diferença registrada contra Jair Bolsonaro, há quatro anos. A maior queda ocorreu no Maranhão, onde Lula registrou uma redução de 4,85 pontos percentuais em sua votação.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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