Flávio não descarta cargo para Jair Bolsonaro e diz que Eduardo não será chanceler caso seja eleito
Candidato à presidência pelo PL disse que Jair Bolsonaro nunca discutiu a possibilidade de ocupar um cargo em um eventual governo; ele também criticou a condenação do pai, chamando o processo de 'farsa'

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16), durante sabatina à TV Globo, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nunca discutiu com ele a possibilidade de ocupar um cargo em um eventual governo. Ele também declarou que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL) não será ministro das Relações Exteriores e criticou a condenação de seu pai.
Flávio Bolsonaro reforçou que pretende consultar o ex-presidente quando necessário, mas enfatizou que a participação do pai na administração não está nos planos. “Bolsonaro tratou de cargo comigo? Nunca sugeriu que queria trabalhar no governo. Tenho o privilégio de, quando precisar consultar um presidente da República, tê-lo dentro de casa. Mas nunca tratou de cargo, não está no radar”, afirmou Flávio durante a sabatina.
O candidato do PL também ressaltou que, caso seja eleito, seu compromisso será com a população brasileira, e não com o pai. “Meu pai vai ser você, vai ser o povo brasileiro”, declarou. Flávio Bolsonaro voltou a criticar a condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, classificando o processo como uma “farsa”. Ele afirmou que o ex-presidente foi condenado por adversários políticos e questionou a imparcialidade do julgamento.
“Bolsonaro foi condenado em uma farsa, condenado por seus inimigos”, disse Flávio, citando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O candidato ainda mencionou que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), não será ministro das Relações Exteriores em um eventual governo.
Como noticiado pela reportagem, Eduardo estava mapeando o corpo diplomático do Itamaraty para saber “quem é quem” e “quem faz o que”. Aliados mais ao centro avaliam que Flávio contrataria uma crise desnecessária logo na largada de um novo governo. Temem que Eduardo, como ministro, poderia adotar posicionamento ideológico e belicoso, o que poderia atrapalhar as relações do Brasil com alguns países.
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