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Flávio Bolsonaro diz que PL apoiará 47 candidatos ao Senado em 2026

Candidato à Presidência afirma que precisa de maioria no Congresso para aprovar mudanças na segurança pública e na Constituição

PorBrasília
Flávio Bolsonaro nega traição do Centrão após falta de apoio e diz que eleitor fará julgamento • Brazil Photo Press via AFP

Pensando na campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (11) que a legenda pretende apoiar 47 candidatos ao Senado nas eleições de 2026. O parlamentar participou de uma agenda no QG de campanha para gravações de publicidade e articulação com candidatos nos estados.

A agenda também reuniu Flávio e Michelle Bolsonaro (PL-DF), que participará das eleições para o Senado. Ao comentar a candidatura, Flávio afirmou que Michelle é uma pessoa “qualificada” e destacou a atuação dela junto à comunidade surda.

O senador também citou Michelle e Bia Kicis como candidatas que, segundo ele, poderão representar o Distrito Federal e ter acesso direto à Presidência da República para apresentar demandas do estado.

"Todo mundo já entendeu que o Brasil precisa vencer o PT. Ela [Michelle] é uma pessoa qualificada, alguém que, certamente, por exemplo, fez com que a comunidade surda, que praticamente não tinha nenhuma atenção antes de Michelle, passasse a ter outra realidade no tratamento dado a essa comunidade após o trabalho dela," disse Flávio.

"Ela é uma pessoa que, com certeza, junto com a Bia Kicis, aqui no DF, serão grandes representantes e terão, obviamente, acesso direto à Presidência da República para tratar das demandas do Distrito Federal”, finalizou.

Segurança pública

Ao falar sobre as prioridades para um eventual governo a partir de 2027, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças na legislação penal e afirmou que pretende contar com uma bancada majoritariamente alinhada no Senado.

Entre as propostas citadas está a redução da maioridade penal. O senador também defendeu que presos condenados por crimes violentos e corrupção trabalhem dentro dos presídios para custear parte das despesas e indenizar as vítimas.

Flávio afirmou ainda que pretende alterar a legislação para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.

Outra proposta apresentada pelo senador é estabelecer pena de oito anos de prisão para furto de celular.

Segundo Flávio, a aprovação dessas medidas dependeria de uma bancada alinhada no Congresso. Ele afirmou que também pretende promover mudanças constitucionais e defendeu responsabilidade fiscal.

Caso Master

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro criticou o governo Lula ao comentar a situação das contas públicas. Ele afirmou que o Executivo teria uma conta de R$ 65 bilhões para pagar e acusou o atual governo de promover cortes em áreas como saúde e educação.

Flávio também foi questionado sobre o caso Master e sobre cobranças relacionadas a pessoas de seu entorno. Em resposta, afirmou que quem deveria prestar esclarecimentos seria o presidente Lula, o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de integrantes do PT.

"É o PT da Bahia que, mais do que nunca, hoje, com muita impulsão do trabalho de vocês na imprensa, a população toda tem consciência de que isso começou na Bahia. Não é à toa que Jaques Wagner está respondendo, não é à toa que todo mundo sabe que o Rui Costa tem envolvimento também. Grandes figurões do PT", acusou. "Eles é que devem explicações. Eu não devo explicação nenhuma. Eu estou aqui para, junto com esse time, resgatar o nosso Brasil”.

Alexandre de Moraes

Flávio Bolsonaro também voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu que candidatos ao Senado apoiem um eventual processo de impeachment contra o magistrado.

Segundo o senador, a pauta passou a fazer parte da estratégia eleitoral do PL. Ele afirmou que os candidatos ao Senado serão cobrados sobre o posicionamento em relação ao ministro.

Flávio também criticou a condução do chamado inquérito das fake news e acusou Moraes de interferência política. O senador destacou ainda que o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros do STF e afirmou que essas escolhas deverão ser feitas com análise e responsabilidade.

Relação com Jair Bolsonaro

Ao ser questionado sobre como a campanha será conduzida diante das restrições impostas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que conhece bem o pensamento do pai e que sua formação política é baseada na atuação dele.

“Por telepatia, eu já tenho ideia do que é que ele poderia me orientar”, afirmou.

O senador criticou decisões de Alexandre de Moraes que, segundo ele, dificultaram o contato e a atuação profissional em defesa do ex-presidente.

Flávio afirmou ainda que pretende disputar o debate político diretamente com Lula e que irá aos locais onde o presidente estiver durante a campanha.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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