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Flávio Bolsonaro autoriza quebra de sigilo bancário, mas impõe exigências a Lula

O candidato entregou ao TSE documento que autoriza a abertura das informações caso Lula amplie a abertura do seu sigilo até 2003 e abra informações sobre filhos, pessoas próximas e Janja; Flávio também compara patrimônio da família do presidente à Lava Jato e ao Banco Master

Por, Brasília
Senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República
Senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República • RENATO PIZZUTTO / BAND

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) oficializou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (21), a entrega de uma autorização para a quebra do sigilo bancário e de dados financeiros, em resposta ao desafio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral. O documento, no entanto, impõe condições para que as informações sejam reveladas.

O senador afirma que só entregará os seus dados depois que Lula ampliar a abertura de sigilos desde 2003. Ele quer, ainda, a inclusão das informações sobre os filhos, empresas, o Instituto Lula, assessores e pessoas próximas ao presidente. Além dos gastos no cartão corporativo, agenda de Rosângela Lula da Silva, a Janja, visitas aos palácios presidenciais e encontros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Para o bolsonarista, a proposta de Lula, de divulgar apenas dos dados financeiros dele próprio, não seria suficiente para esclarecer suspeitas sobre a evolução patrimonial de pessoas próximas ao petista. Segundo Flávio, a irregularidade do patrimônio do presidente foi escondida "em sigilos de terceiros que são por ele utilizados”.

Ele classificou o desafio do presidente como “uma verdadeira quebra para inglês ver” a cinco dias do segundo turno. 

Os documentos que o candidato promete entregar sob as condições impostas são:

  • Sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, período maior que os oito anos propostos por Lula;
  • Incluir os familiares citados por Lula: Fernanda Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro;
  • Incluir quatro empresas das quais afirma ser sócio ou administrador;
  • Permitir a divulgação das mensagens que trocou com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Flávio acusa Lula de ter um modo operandis

O senador aproveitou o documento encaminhado ao TSE para levantar suspeitas sobre o patrimônio de familiares do petista e comparou o caso às investigações da Operação Lava Jato e do Banco Master. Flávio afirmou que os dois episódios teriam semelhanças na forma como recursos financeiros seriam movimentados e ocultados por pessoas próximas a Lula. 

“Nos dois casos, o roteiro é o mesmo. O dinheiro nunca aparece no nome do candidato, mas sua eternização no poder por quase duas décadas trouxe enorme prosperidade financeira para sua família e para pessoas ao seu redor”, afirmou Flávio.

Entenda o caso 

A ideia de abrir os dados financeiros começou durante o debate presidencial promovido pela Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a tomar a iniciativa. Na terça-feira (20), o petista formalizou a autorização para divulgação dos próprios sigilos e dos dados de familiares, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário. 

Na solicitação apresentada ao TSE na terça-feira (20), Lula pediu que Flávio disponibilizasse os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, incluindo informações de alguns familiares e cinco empresas que, segundo a campanha petista, teriam ligações com o senador.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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