Eleição de 2026 é a primeira sem mulheres em chapas competitivas no século
Desde 2002, pelo menos uma mulher esteve na disputa pelo Palácio do Planalto em partidos competitivos, seja como cabeça de chapa ou candidata a vice

A disputa pela Presidência da República em 2026 será a primeira deste século sem a presença de mulheres nas chapas dos partidos que possuem representatividade no Congresso Nacional. Desde 2002, ao menos uma mulher se candidatou ao Planalto ou participou como candidata a vice em legendas competitivas.
Na quarta-feira (5) passada, Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL (Partido Liberal), anunciou a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. O fato consolida a presença exclusivamente masculina no pleito, já que os seis candidatos que aparecem à frente em pesquisas recentes são homens, com outros homens em suas chapas.
Das treze candidaturas já confirmadas para a disputa, as únicas mulheres que concorrem integram chapas não competitivas, de partidos que não têm representatividade no Congresso Nacional.
Em eleições passadas, desde 2002, ao menos um dos partidos competitivos lançou mulheres na posição de candidatas à presidente, ou então como vice em chapas.
Na disputa de 2022, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram treze candidaturas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Destas, ao menos três partidos competitivos lançaram mulheres: o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), União Brasil e o PDT (Partido Democrático Trabalhista).
Em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi eleito. Naquele ano, das quatorze candidaturas registradas, quatro partidos competitivos lançaram mulheres como vice, além de Marina Silva (Rede), que foi candidata à Presidência da República.
No ano de 2014, o Brasil elegeu novamente a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Além dela, outras duas mulheres participaram da disputa por partidos com representatividade no Congresso Nacional.
Foi em 2010 que o país elegeu pela primeira vez a única mulher que ocupou a cadeira da Presidência da República até hoje. Naquele ano, Dilma também era a única mulher a compor chapa de um partido com representatividade no Congresso.
Em 2006, foram oito candidaturas à Presidência registradas no TSE. Destas, apenas o Republicanos e o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) lançaram chapas com mulheres.
Na eleição de 2002, a primeira deste século, apenas o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), dentre todos os partidos competitivos, teve uma mulher na chapa.
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