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‘Defendo guerra contra o crime organizado’, afirma Renan Santos

Em sabatina promovida pela Globo, candidato à Presidência da República defende endurecimento das leis e uso do Exército como força auxiliar

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Renan Santos defende guerra contra o crime organizado em sabatina • Reprodução/rede social

O candidato à Presidência da República em 2026 Renan Santos (Missão) defendeu a declaração de uma “guerra contra o crime organizado”, o endurecimento das leis penais e o uso do Exército como força auxiliar em operações de segurança pública. A declaração foi dada durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quarta-feira (26).

Guerra contra o crime organizado

Santos afirmou que cabe ao presidente liderar o combate às facções criminosas e defendeu uma atuação mais dura contra o crime organizado.

“A gente não vai poder ficar aceitando que o crime organizado tenha nos bairros de favelas fortalezas. A guerra é uma necessidade. Portanto, o que eu defendo é a criação e a declaração de uma guerra contra o crime organizado. É a aceitação de uma realidade que já é verdadeira para os brasileiros. Precisamos de uma guerra contra eles”, declarou.

O candidato também defendeu mudanças na legislação penal, incluindo alterações na Lei de Execução Penal e no Código de Processo Penal, além do aumento de penas para crimes violentos cometidos com armas.

“Nós precisamos [...] que as facções criminosas [sejam] convertidas em entes especiais similares a organizações terroristas, que vão ter um tratamento jurídico diferente”, disse.

Leis mais duras

Renan defendeu ainda um regime diferenciado para integrantes de facções criminosas. Segundo ele, sem mudanças na legislação, a prisão de traficantes não seria suficiente para impedir a atuação das organizações.

“Se você não altera a legislação penal e a lei de execuções penais, já adianta fazer a prisão de um traficante que vai ser solto logo depois. [...] A mudança na legislação é essencial”, afirmou.

O candidato classificou sua proposta como “direito penal do inimigo”, modelo que, segundo ele, trataria integrantes de facções de forma diferente de cidadãos comuns. “A legislação vai ser muito dura, o direito vai ser mais rápido com ele”, declarou.

Exército como força auxiliar

Para as operações de segurança pública, o candidato defendeu que o Exército atue como força auxiliar das polícias. “O Exército vai servir como força auxiliar. Quem vai organizar as operações são as forças policiais”, afirmou.

Segundo Santos, o modelo proposto daria maior protagonismo às forças policiais e reduziria a necessidade de mobilização das Forças Armadas em alguns estados.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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