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CEO da Nexus: 'Flávio joga para não errar; Lula deve arriscar mais'

Marcelo Tokarski analisou o debate presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, destacando que o evento deixou os eleitores indecisos com 'pontas soltas' e que a eleição ainda não está definida

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Após primeiro debate, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm campanha de rua; veja a agenda desta segunda
Após primeiro debate, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm campanha de rua • Ricardo Stuckert / Vittor Sales.

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, avaliou o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no domingo (18). O especialista destacou que o evento deixou 'pontas soltas', especialmente para o eleitor indeciso, e que a eleição ainda está 'aberta'.

Na análise de Tokarski, realizada durante o programa WW, Flávio Bolsonaro (PL) ocupa uma posição de favoritismo e adota uma estratégia conservadora, buscando não cometer erros. Por outro lado, Lula (PT), que aparece no primeiro turno com 41% e Flávio, 37%, precisaria arriscar mais para reverter o quadro atual.

O CEO da Nexus destacou que, embora cerca de 90% dos eleitores já tenham uma preferência definida, há uma parcela de 8,4% do eleitorado que, mesmo com voto declarado, afirma poder mudar de posição até o dia da eleição, o que pode impactar os resultados de pesquisa para segundo turno.

"Qualquer pesquisa hoje dá uma vantagem para Flávio em votos válidos entre menos de um, dois, três pontos, não muito mais que isso. 8% do eleitorado que pode mudar de voto é muita gente", afirmou Tokarski. Para ele, a eleição ainda está aberta e longe de ser definida.

O especialista observou que os gestos e trejeitos de Flávio durante o debate pareciam inspirados na estratégia adotada por Donald Trump em um debate nos Estados Unidos, quando ficava atrás de Hillary Clinton fazendo expressões para a câmera. "Isso me pareceu ali muito inspirado nessa forma de atuação de Donald Trump", disse Marcelo Tokarski.

Tokarski também ponderou que Lula carrega o peso de já estar em seu terceiro mandato, o que dificulta uma narrativa voltada ao futuro. "Muita gente diz: ele já está aí a três mandatos, o que ele quer continuar fazendo? Não é hora de trocar, de trazer um frescor", relatou, referindo-se a percepções captadas em pesquisas qualitativas.

O CEO da Nexus apontou o próximo debate, previsto para esta sexta-feira (23) à noite na TV Globo, como um momento potencialmente decisivo. Com horário mais cedo, o especialista avaliou que mais eleitores poderão acompanhar o evento e tomar sua decisão final.

"Tem muito eleitor que vai deixar para tomar a sua decisão final nas últimas 48 horas", afirmou Tokarski.

Marcelo Tokarski contextualizou que a disputa atual aparenta ser mais acirrada do que a eleição de quatro anos atrás, quando Lula venceu o pai de Flávio por 1,8 ponto percentual, a vitória mais apertada registrada até então. Ele projeta um segundo turno em que Lula empata tecnicamente com Flávio, "muito provavelmente tão apertado que vai ser decidido por um lado ou por outro no detalhe", concluiu.

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