Eleições 2026: Prazo para registrar pesquisas termina, mas institutos ainda podem divulgar levantamentos
O TSE encerrou o prazo para registrar novas pesquisas eleitorais nesta segunda-feira (19). Quaest e Datafolha ainda devem divulgar levantamentos nesta semana, incluindo na véspera do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado para domingo (25).

O prazo para registrar novas pesquisas de intenção de voto para divulgação no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 terminou nesta segunda-feira (19). Com isso, a partir desta terça-feira (20), os institutos não podem mais cadastrar levantamentos para divulgação no dia da votação, marcada para domingo (25), conforme o calendário eleitoral.
A regra vale para pesquisas realizadas antes do pleito que pretendam divulgar os resultados no dia da eleição. A legislação exige que o levantamento seja registrado no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pelo menos cinco dias de antecedência da divulgação.
O encerramento do prazo, no entanto, não impede a publicação de pesquisas que tenham sido registradas dentro do período permitido. Esses levantamentos podem ser divulgados nos próximos dias, inclusive no domingo, desde que cumpram as exigências legais.
A reta final da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda terá novas pesquisas de intenção de voto.
A Quaest tem divulgação prevista para quarta-feira (21), enquanto o Datafolha deve apresentar um novo levantamento na quinta-feira (22). Os dois institutos também preveem divulgar suas últimas pesquisas no sábado (24), véspera do segundo turno.
Na semana passada, os levantamentos dos dois institutos apontaram empate técnico entre os candidatos. Na pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. No Datafolha, o senador registrou 47%, enquanto o presidente teve 45%. Nos dois casos, a diferença ficou dentro da margem de erro.
O que as pesquisas precisam informar
O TSE exige que os institutos informem, na divulgação dos resultados, o período de realização das entrevistas, a margem de erro, o nível de confiança, o número de pessoas entrevistadas, a identificação da empresa responsável e, quando houver, do contratante, além do número de registro da pesquisa.
Em 2026, o tribunal também implementou melhorias no sistema PesqEle para ampliar a transparência e facilitar o acesso às informações metodológicas dos levantamentos. Segundo o TSE, as mudanças aprimoram a apresentação de dados que já eram exigidos pela legislação, sem criar novas obrigações.
O registro não significa que o instituto seja obrigado a divulgar os resultados. O tribunal também esclarece que não faz controle prévio dos números apresentados pelas empresas.
Com a proximidade da votação, as últimas pesquisas devem concentrar a atenção de eleitores, partidos e campanhas, em uma disputa presidencial que chega à semana decisiva com os dois candidatos tecnicamente empatados nos levantamentos divulgados na semana anterior.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



