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Debate da Globo: Em discussão sobre SUS, Flávio lembra que o pai foi atendido na Santa Casa após atentado e Lula cita pandemia

Lula questionou Flávio se as propostas de corte de gastos de sua campanha afetarão o SUS e o senador garantiu que o chamado 'tesouraço' não afetará os investimentos no sistema; a pandemia e o atentado sofrido por Jair Bolsonaro também foram citados

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Flávio relembrou atentado sofrido pelo pai durante debate da Globo
Flávio relembrou atentado sofrido pelo pai durante debate da Globo • Reprodução/Globo

No debate presidencial transmitido pela Globo nesta sexta-feira (23), a dois dias da votação de segundo turno, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, confrontaram-se diretamente sobre a gestão e o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Lula iniciou o embate questionando o adversário sobre declarações da campanha de Flávio: "eu vi na imprensa esses dias que o seu escolhido (para a saúde) disse que um dia você chegasse à Presidência da República, disse publicamente, que não vai colocar nenhum dinheiro no SUS". O candidato do PT também criticou a gestão da saúde no mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o sistema "não funcionou quando o teu pai era presidente, porque ele optou por deixar morrer 700 mil pessoas com a Covid, ao invés de atender a demanda científica dos médicos e dos pesquisadores".

 

Em sua resposta, Flávio Bolsonaro negou que haverá cortes na saúde e afirmou que o foco de reduções orçamentárias em sua eventual gestão será em outras áreas: "O tesouraço vai ser na corrupção do atual governo. O tesouraço vai ser na burocracia. O tesouraço vai ser nos impostos que você criou, foram mais de 30 que você criou ou aumentou". 

 

Flávio argumentou que o SUS é "mal gerido", apontando a falta de medicamentos básicos e a demora no atendimento de especialidades como neuropediatria e fonoaudiologia. Ele também declarou que "o Lula votou contra a constituição de 1988 que criou o SUS", ao lembrar da postura do PT durante a Assembleia Nacional Constituinte.

 

Na réplica, Lula defendeu a atuação dos profissionais de saúde e a importância do sistema durante a crise sanitária durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. 

 

"É importante o povo brasileiro saber que o SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da Covid depois da responsabilidade do governo do pai dele [...] disse que quem tomasse vacina ia virar gay, ia virar jacaré. Ele inventou remédio para vender cloroquina" e que ele "preferiu debochar, debochar e imitar as pessoas sufocando", disse o petista.

 

Na tréplica, Flávio Bolsonaro garantiu que manterá os investimentos no sistema de saúde e relembrou o atentado sofrido por seu pai em 2018: "É óbvio que vai ter investimento no SUS. Se o senhor se lembrar, meu pai foi salvo de uma facada foi dada por um ex-integrante do PSOL, na Santa Casa de Juiz de Fora. Foi o SUS que salvou o presidente Bolsonaro. E eu vou manter sim, vou investir no SUS sim".

 

 

Debate na Globo

 

O debate organizado e transmitido pela Globo na antevéspera do segundo turno eleitoral é a segunda oportunidade que Lula e Flávio Bolsonaro têm para discutir, frente a frente, suas propostas para o futuro do Brasil.

 

O primeiro debate presidencial de 2026 com a presença dos dois líderes do primeiro turno aconteceu apenas no último domingo (18), após mais de 60 dias de campanha. O programa foi organizado e transmitido pelo grupo Bandeirantes.

 

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. A vantagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o petista foi de 2,2 milhões de votos.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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