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Coordenadora de Flávio defende ajuste fiscal nos Três Poderes: 'Brasília vai cortar na carne'

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, nesta quinta-feira (15), Daniela Marques afirmou que o país enfrenta uma 'ineficiência gigantesca na administração pública', citando os gastos do Congresso, Judiciário e Executivo

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Daniela Marques em entrevista à Itatiaia
Daniela Marques em entrevista à Itatiaia • Itatiaia

A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, afirmou que o ajuste fiscal proposto pelo senador bolsonarista deve rever os gastos dos Três Poderes da República. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, nesta quinta-feira (15), a economista afirmou que o país enfrenta uma “ineficiência gigantesca na administração pública”.

“Os Três Poderes da República ordenam despesas, mas só o governo federal controla. Então, a gente tem uma ineficiência gigantesca, é um desperdício de dinheiro muito grande para um país endividado com o maior juros real do mundo. A gente precisa rever prioridades e fazer um ajuste duro na carne. A gente não pode ter o Congresso mais caro do mundo, o Judiciário mais caro do mundo, e a maior esplanada dos ministérios mundo”, declarou.

Daniela Marques ressaltou ainda que o Brasil tem mais ministérios do que a Venezuela, com 38 pastas, ante 33 do país vizinho. Segundo ela, essa estrutura conta com carros novos, mais de 20 mil assessores em cargos comissionados, e até avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar autoridades.

“Tudo isso às custas dos pagadores de impostos, às custas da população brasileira e de um endividamento que gera essa taxa de juros que arrasta para o buraco as empresas e as famílias. Brasília vai ter que cortar na carne”, emendou a economista.

Segundo ela, a proposta do presidenciável é criar um conselho de governança fiscal com os Três Poderes sendo convidados para um pacto de responsabilidade e autocontenção. Daniela Marques defende a revisão do que classificou como “mordomias”, citando super salários e férias de 60 dias.

“Não dá para o MEI estar trabalhando de domingo a domingo, e a gente sustentando uma casta de servidores que têm férias de 60 dias com mais 30 de recessos, que tem uma série de privilégios que custam mais de R$ 30 bilhões para os cofres públicos. Todo esse aparato de luxo da máquina pública, não só da administração federal, como no Congresso e no Judiciário, a gente vai enfrentar de frente”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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