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Coordenador do plano de governo de Gabriel Azevedo diz que foco é descentralizar a gestão

Em entrevista à Itatiaia, o economista Marcos Lisboa detalhou a ideia de criar 10 representações do Governo de Minas no interior do estado

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O economista Marcos Lisboa foi o entrevistado do programa Dia a Dia da Política desta segunda-feira (12)
O economista Marcos Lisboa foi o entrevistado do programa Dia a Dia da Política desta segunda-feira (12) • Reprodução/ Canal da Itatiaia no YouTube

O economista e coordenador do plano de governo da pré-candidatura de Gabriel Azevedo (MDB) ao Governo de Minas, Marcos Lisboa, explica que uma das bases do projeto do ex-presidente da Câmara Municipal de BH é descentralizar a administração do estado a partir da escalação de representantes do governador em dez regiões do estado. 

 

Em entrevista à jornalista e colunista da Itatiaia, Bertha Maakaroun, Lisboa disse que a ideia do plano de governo de Gabriel é criar instâncias da administração capazes de lidar com os problemas e desafios específicos de cada localidade.

 

“Minas é um estado com uma diversidade imensa.Tem a região do semiárido lá para cima, perto da Bahia. Você tem a região da Zona da Mata, perto do meu Rio de Janeiro, tem o Sul, tem o Triângulo Mineiro e as regiões anexas. Tem uma região que é muito parecida com o cerrado. A diversidade de Minas Gerais é impressionante, não só na terra, é um estado imenso, tem serra, tem planície [...] o principal ponto que Gabriel pôs como elemento central da campanha, é descentralizar o governo. Para as 10 regiões colocar quatro pessoas do estado representando o governador. Porque os problemas são muito diferentes. O problema de quem está no Triângulo não é o problema de quem está na Zona da Mata. Os problemas variam muito, as dificuldades são diferentes. Para conhecer e entender o problema, tem que conhecer a região, tem que conhecer as pessoas”, afirmou o economista

 

Lisboa defende que a criação das representações do governador em 10 diferentes regiões do estado não implica em um aumento da máquina pública. Ele listou as competências esperadas para os gestores que serão destacados para cada localidade no estado.

 

São equipes pequenas, são quatro pessoas, estou falando de 40 pessoas no estado que tem 320.000 servidores, não vai ter aumento de servidores. Um que vai ser a ponte com o governador e que vai definir as prioridades, os programas, fazer a conversa com os prefeitos. Um segundo (servidor) que faz toda a ligação com os consórcios municipais, com os municípios da região, fazendo a pauta, a agenda, que é uma agenda intensa. Minas é tão grande que mesmo a média de cada uma dessas 10 regiões é maior que a Paraíba. Esse é o tamanho de Minas. Gestão pra gente é um tema crucial, teremos alguém para acompanhar todos os projetos, todos os prazos, o orçamento, os resultados, né? Alguém de dados que  fique fazendo a gestão e falando: 'Olha, aqui não tá andando bem, aqui atrasou'. E obviamente tem uma preocupação muito grande, isso tá no programa com muita ênfase, da transparência. Então tudo tem que ter ata, todos os números têm que ser públicos e tem que ser públicos não só para gestão do governo, mas também para a população", complementou.

 

Veja a entrevista completa:

 

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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