Com proposta de feminicídio zero, MDB oficializa Maria Helena Lopes como vice de Gabriel
Vereadora de Montes Claros foi apresentada na sede do partido nesta quarta-feira e discursou sobre a representatividade de gênero e do Norte de Minas na política do estado

O nome de Maria Helena Lopes (MDB) foi oficializado como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Gabriel Azevedo (MDB) na tarde desta quarta-feira (5). Vereadora de Montes Claros, no Norte de Minas, em seu quarto mandato, ela anunciou que entra na disputa com as bandeiras de zerar o feminicídio e descentralizar a gestão do estado.
Maria Helena foi escolhida para compor a chapa puro-sangue por uma comissão do MDB integrada por Gabriel Azevedo; o deputado federal e presidente do partido em Minas, Newton Cardoso Jr.; a prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso; e as presidentes do MDB Mulher em Minas e em BH, Monica Vallone e Loíde Gonçalves, respectivamente, ambas candidatas a deputada federal. Todos os nomes estiveram presentes em entrevista coletiva na sede estadual do partido.
"Há quantos anos o Norte de Minas vê como espectador? E agora nós estamos como protagonistas com propostas concretas para as Minas e para as Gerais. Eu sou de Montes Claros, vereadora de quatro mandatos. A minha luta é pelas mulheres, para que mulheres possam participar e ter voz na política mineira, sou procuradora da mulher em Montes Claros e com muita honra vou compor no plano de governo do MDB o ‘feminicídio zero’, que é a minha grande bandeira enquanto vereadora e tem que ser a preocupação do nosso governo”, afirmou Maria Helena em discurso de apresentação.
Com uma chapa puro-sangue, o MDB, ao formalizar Maria Helena como vice foi o primeiro partido a ter uma mulher nas chapas que concorrerão ao Governo de Minas.
Família tradicional
Maria Helena vem de uma família tradicional na política montesclarense. Questionada sobre seu histórico familiar na política, ela destacou que seus antepassados participaram da fundação do município, mas nutriam uma estrutura machista que ela precisou enfrentar para conseguir ingressar no universo da política.
"Eu tive o desafio porque a minha família é tradicional em Montes Claros, mas culturalmente machista. Não era eu para ser a vereadora. Eu tive esse desafio a vencer. Eram meus primos, era para ser meu irmão, mas não era para ser Maria Helena e eu venci essa barreira. Quando eu decidi ser candidata a vereadora, tinha 10 anos que Montes Claros não tinha uma vereadora. Eu fui a vereadora mais jovem de Montes Claros aos 28 anos. Estou com 54 anos e permaneço até hoje eu sendo a vereadora mais jovem, para vocês verem que nós não conseguimos até hoje romper essa barreira. Então a primeira barreira que eu venci, apesar de ser de família tradicional, foi o machismo da minha família", destacou.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



