Candidatura de Renan Santos ainda pode ser indeferida por Toffoli
Magistrado deu 24 horas para candidato do Missão explicar uso de 16 redes sociais que foram declaradas após registro da chapa

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, deu um prazo de 24 horas para que o candidato à presidência Renan Santos (Missão) explique o uso de 16 perfis em redes sociais que não foram informados devidamente à Justiça Eleitoral. Caso não apresente as justificativas necessárias, o magistrado informou que a candidatura poderá ser indeferida.
Na prática, a decisão de Toffoli nesta segunda-feira (31) suspendeu a campanha de Renan Santos de maneira cautelar, mas manteve a candidatura do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL). O magistrado determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa em qualquer endereço eletrônico não informado previamente ao TSE.
A decisão ainda suspende novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à chapa presidencial e impede a realização de gastos com valores que já tenham sido transferidos. O Partido Missão recebeu R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral.
Renan Santos também está proibido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação enquanto a decisão estiver em vigor. Toffoli determinou ainda que as plataformas suspendam os perfis indicados e os retirem dos sistemas de recomendação.
Em uma publicação nas redes sociais, Renan disse que a decisão do magistrado é “ilegal e persecutória”, afirmando que se trata de uma perseguição em relação as criticas que ele fez pelo suposto envolvimento de Toffoli com o empresário Daniel Vorcaro e o caso do Banco Master.
Ele ainda classificou a medida como “absurda”, e alegou “problema técnico” no registro das redes sociais com a candidatura. "Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou ‘abusando do poder econômico’ por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos também tiveram durante o registro das candidaturas chega a ser absurdo", afirmou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



