Candidato acusa braço direito de secretário de Governo de Brumadinho de compra de votos
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Parreiras, que também concorreu à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, afirma que João do Social ofereceu propina reiteradamente para conseguir apoio na campanha deste ano

O ex-prefeito de Ibirité William Parreiras (PRD) fez uma série de acusações contra o deputado estadual eleito João do Social (Avante), braço direito do secretário de Governo de Brumadinho, Guilherme Morais, após o adversário nas urnas ter sido eleito para a próxima legislatura.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Parreiras, que também concorreu à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, afirma que João do Social ofereceu propina reiteradamente para conseguir apoio na campanha deste ano.
Nas imagens, ele declara que antigos apoiadores dele foram comprados com valores que ultrapassam os R$ 100 mil para fazerem campanha para o adversário, que teve sucesso nas urnas. “Comprou toda Minas Gerais”, acusa.
“Eu estou aqui dando a minha cara para denunciar e tem que tomar atitude, que se esse cara tomar a posse, ninguém mais, ninguém mais vai tomar justiça na vida dentro da política de Minas Gerais”, declarou.
“Porque isso foi escandalosamente, o cara que comprou todo lugar de Minas Gerais, para todo lado de Minas Gerais, usando o dinheiro da máquina pública, usando a máquina, contratando pessoas de toda Minas Gerais, de toda Minas Gerais, é só apurar, de junho, de maio para cá, vai ver contrato de pessoas que moram em todo Norte de Minas, no Sul de Minas, na Região Metropolitana toda, no Vale do Aço todo, você vai achar gente, é só apurar as contratações que foi feito de março para cá”, dispara.
Ainda, Parreiras insta o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Justiça Eleitoral a “tomarem atitude” contra as supostas irregularidades cometidas pelo rival. “Por isso eu estou aqui fazendo a minha denúncia na cara, na cara, porque não posso aceitar, porque ele comprou todas as minhas lideranças, todo meu apoio. Então, simplesmente por isso, e eu não posso aceitar que a política seja suja e covarde do jeito que foi”, finaliza.
A reportagem da Itatiaia procurou João do Social e Guilherme Morais buscando um posicionamento a respeito das acusações, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto. O Ministério Público não recebeu, por ora, denúncias formais sobre compra de votos.
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