Itatiaia

Canal 'Exército do Lula' é restabelecido após decisão do TSE

Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral contrariou determinação do presidente da Corte; Flávio Bolsonaro criticou retorno

Por
Flávio Bolsonaro aciona Janones no STF e acusa deputado de promover campanha de ataques nas redes • Reprodução

O canal "Exército do Lula", organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), foi restabelecido na tarde deste domingo (11) após a corregedoria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contrariar a decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Após a decisão, o parlamentar comemorou em suas redes sociais: "Caiu a decisão, caiu a censura! O canal do \"Exército do Lula\" fica".

A suspensão havia sido determinada por ministro Nunes Marques no início da tarde deste domingo. A decisão atendeu a um pedido feito pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e valeria até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.

A decisão assinada por ministro Nunes Marques declarou a mobilização de Janones como "lícita" e considera que a estrutura esteja sendo usada para "fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato", e por isso pediu a derrubada do canal.

Algumas horas depois da decisão, o corregedor da Justiça Eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva suspendeu a decisão do presidente da Corte.

Na decisão, Cueva determina o retorno imediato e provisório do canal. Agora, a palavra final caberá ao plenário da Corte.

"Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva", argumentou o corregedor.

Após a retomada, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão, classificando-a como "acintosa".

"É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake News a favor de Lula. O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma".

Para a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o contexto é de "claro atropelo", mais uma vez "a favor da fake news".

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte