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Campanha de Flávio minimiza queda em pesquisa, mas acende alerta sobre rejeição

Pesquisa Quaest desta quarta-feira (21) mostrou redução da vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) disputam o Planalto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) disputam o Planalto • Raul Spinassé e Ricardo Stuckert / PR.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, relativizou nesta quarta-feira (21) a redução de sua vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa Quaest. Apesar de minimizar a queda, o entorno do senador se preocupa com o aumento da rejeição, que acende um alerta no quartel-general bolsonarista. As informações são do blog de Jussara Soares da CNN.

No levantamento divulgado nesta quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Os candidatos estão em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No estudo anterior da Quaest, o candidato do Partido Liberal detinha 46%, e o petista mantinha o mesmo percentual.

Em contrapartida, os dados de rejeição indicaram um recuo mais expressivo para Lula, o que gerou preocupação no QG bolsonarista. Na análise dos aliados do senador, a estratégia da campanha petista com foco em desgastar a imagem de Flávio pode ter influenciado esses resultados.

A pesquisa aponta que a rejeição a Lula diminuiu de 53% para 47%, enquanto a de Flávio oscilou de 54% para 52%. Embora ambos os candidatos tenham visto sua rejeição recuar, a diferença entre eles ampliou de um para cinco pontos percentuais.

À CNN, membros da equipe de campanha de Flávio informaram que os levantamentos internos (trackings) mostram estabilidade, com o senador numericamente à frente. Por isso, o resultado da Quaest, segundo eles, não altera o planejamento eleitoral em curso.

De qualquer forma, a orientação interna é manter a militância ativa nas redes sociais e nas ruas e intensificar os cuidados para evitar "deslizes" na reta final. Outro ponto central é atuar para combater o que classificam como "disseminação de notícias falsas" por parte da equipe de Lula.

Na última semana que antecede a eleição, a campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro, cobrando a abertura dos sigilos bancário e telefônico do senador. Questionamentos sobre sua trajetória e relações políticas também foram levantados, incluindo o pedido de recursos ao empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro.

Em outra vertente, o PT busca conectar a promessa de ajuste fiscal do candidato do PL à possibilidade de cortes no programa Bolsa Família. Para isso, exploram declarações antigas de Flávio sobre o benefício e falas recentes de membros de sua equipe. A estratégia visa colocar o senador na defensiva e forçá-lo a dedicar os últimos dias de campanha a dar explicações.

No círculo próximo ao senador, a preocupação com a rejeição já havia motivado recomendações para que Flávio Bolsonaro adotasse um tom mais ameno nos ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o debate na TV Globo, marcado para a próxima sexta-feira (23).

Conforme noticiado pela CNN, aliados mais ponderados aconselharam o candidato a ser "menos Pablo Marçal" no confronto direto e permitir que o petista assuma a iniciativa dos ataques. A análise é que uma postura muito agressiva poderia afastar eleitores indecisos e desagradar aqueles que já declaram voto no senador, mas sem total convicção.

A cautela se estende às declarações de aliados, que também podem gerar desgastes na campanha às vésperas da votação. O receio no QG bolsonarista é que algum incidente inesperado desvie o foco de uma disputa que se mostra apertada.

A preocupação remete ao episódio envolvendo a então deputada federal Carla Zambelli (PL) às vésperas do segundo turno de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro saiu derrotado. Na ocasião, a parlamentar perseguiu um homem, empunhando uma arma de fogo, em uma rua de um bairro nobre de São Paulo.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da Itatiaia.

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