Campanha de Flávio Bolsonaro acusa diretor da PF de beneficiar Lula e pede investigação
O pedido se baseia no artigo 377 da Lei Eleitoral, que proíbe o uso de qualquer repartição pública para beneficiar partidos ou organizações políticas

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma notícia-crime ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) pedindo a investigação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O pedido se baseia no artigo 377 da Lei Eleitoral, que proíbe o uso de qualquer repartição pública para beneficiar partidos ou organizações políticas.
A campanha alega que a ausência de qualquer “lastro” – ou seja, de base concreta – reforça a finalidade eleitoral da conduta do diretor da PF. Segundo o senador, nenhuma necessidade de apuração justificava o anúncio público feito no dia da votção. A representação da Advocacia-Geral da União (AGU) não indicava crime, autor ou fato, e a própria fonte em que se baseava dizia que os recursos ainda estavam em deliberação, argumentou a campanha.
A notícia-crime utiliza como ponto de partida uma publicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, em uma de suas redes sociais. Na postagem, Messias afirmou que recursos do governo norte-americano "estariam sendo redirecionados para financiar pautas conservadoras e de extrema direita em diferentes países". Ele utilizou uma reportagem do veículo britânico The Guardian como base para sua afirmação.
De acordo com a reportagem do jornal britânico, o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América teria anunciado a destinação de US$ 1 milhão a um programa intitulado “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. A matéria, contudo, indicava que a destinação das verbas ainda estava sob discussão.
A campanha de Flávio Bolsonaro afirma que, no dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, Andrei Rodrigues concedeu uma entrevista coletiva na sede da corporação, em Brasília, Distrito Federal. Na ocasião, ele anunciou a abertura de investigações sobre uma possível interferência externa nas eleições. Essa investigação, no entanto, foi arquivada na quarta-feira (7).
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