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Augusto Cury critica currículo de Flávio Bolsonaro, mas diz esperar apoio no 2º turno

Candidato à Presidência da República também deu sua opinião sobre Donald Trump e as relações entre Brasil e Estados Unidos

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Candidato à presidência, Augusto Cury
Candidato à presidência, Augusto Cury, do partido Avante • Reprodução / Band

O escritor Augusto Cury (Avante) não se furtou de criticar o currículo empresarial de Flávio Bolsonaro (PL) em entrevista concedida à CNN Brasil, nesta segunda-feira (7). No entanto, não fechou as portas para um possível apoio do senador no segundo turno.

O médico sugeriu que sua experiência enquanto empreendedor é incomparável com a do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O Flávio Bolsonaro não é capitalista, como você acredita. Ele montou uma empresa de chocolate. Com muito respeito, ele não é como eu, que investi em indústria de biotecnologia, empresas de energia renovável, de terras raras. Então, na verdade, ele vai ter que me apoiar, porque provavelmente nós vamos para o segundo turno”, disse o membro do Avante.

Cury se recusou a revelar quem apoiaria caso ficasse de fora do segundo turno, mas admitiu que gostaria de rivalizar com Lula (PT) na ocasião, por ser o atual presidente e responsável por diversos números que carecem de questionamentos.

Cury elogia Donald Trump, mas defende Brasil soberano

Durante o discurso, Donald Trump chegou a colocar um boné escrito 'Trump 2028' • Foto por MANDEL NGAN / AFP
Durante o discurso, Donald Trump chegou a colocar um boné escrito 'Trump 2028' • Foto por MANDEL NGAN / AFP

Questionado sobre sua opinião a respeito de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que impôs tarifas severas sobre exportações brasileiras, o escritor elogiou o líder norte-americano. Contudo, não deixou de criticar a medida alfandegária.

“Ele é muito inteligente, é um empresário de sucesso, mas é muito impulsivo. Toda pessoa que reage com impulsividade, ainda que seja uma pessoa notável intelectualmente, acaba atropelando os outros e atropelou o Brasil com essas tarifas enormes. Isso é um problema muito grave”, iniciou.

Cury defendeu que o Brasil tenha uma relação de colaboração com os Estados Unidos, mas foi efusivo ao descartar a possibilidade de aceitar intervenções estrangeiras no país.

“Nós temos que ter a melhor parceria com o Trump, mas não podemos ser subservientes. Temos que ter parceria com o FBI, mas jamais deveríamos ter a intervenção americana aqui em território brasileiro. Isso é inaceitável. Nós somos um país soberano”, concluiu o médico.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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