Augusto Cury responde se anistiaria Jair Bolsonaro: 'O perdão presidencial é muito sério'
Cury também opinou que houve exagero nas penas aplicadas a muitos dos réus julgados pelos ataques realizados em Brasília-DF no dia 8 de janeiro

Candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante) falou sobre a possibilidade de anistiar Jair Bolsonaro, caso vença as eleições de 2026. Durante a sabatina promovida pela CNN Brasil nesta segunda-feira (7), ele prometeu analisar o caso.
O escritor ressaltou sua simpatia em relação a figuras das Forças Armadas, como o ex-presidente, que alcançou a patente de capitão no Exército Brasileiro. Contudo, ponderou que não gostaria de fazer promessas sobre a controvérsia como um artifício eleitoral.
“Vou analisar todos os detalhes para poder dizer se eu vou ou não anistiar [o Bolsonaro], mas há chance. O perdão presidencial é algo muito sério e não deve ser uma pauta eleitoreira irresponsável. Eu vou analisar. Tenho um respeito enorme pelos generais, pelas Forças Armadas, que para mim são os alicerces da democracia. E vou analisar com critério e com responsabilidade”, disse o candidato.
Cury também opinou que houve exagero nas penas aplicadas a muitos dos réus julgados pelos ataques realizados em Brasília-DF no dia 8 de janeiro. Segundo o psiquiatra, apenas as intenções golpistas de certas figuras envolvidas não são suficientes para condená-las.
“As condenações foram realmente exageradas em muitos casos. Quem cometeu ou teve a intenção de cometer o golpe tem que ser punido, mas eu quero dizer que golpe você tem quando há materialização, quando as Forças Armadas se unem aos golpistas. Isso não houve. Se houve a intenção do golpe, ele não se materializou”, comentou o escritor.
Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.



