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Após avisar secretariado sobre renúncia, Marília fecha entregas para Contagem em Brasília

Na capital federal, a prefeita teve reuniões previstas nos ministérios da Saúde e das Cidades, além de agenda na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

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Prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) • Prefeita de Contagem, Marília Campos (PT)

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), cumpriu agenda nesta quinta-feira (12) em Brasília para alinhar obras e repasses federais ao município antes de deixar o cargo.

Na véspera, ela comunicou ao secretariado que deverá se desincompatibilizar até o início de abril para disputar uma vaga ao Senado por Minas Gerais nas eleições deste ano.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Marília afirmou que a prioridade é evitar qualquer descontinuidade administrativa na cidade. “Eu devo concretizar esse novo desafio, que é ser candidata ao Senado em Minas Gerais, e para isso vou ter que renunciar até 4 de abril. Quero deixar tudo amarradinho, a casa arrumada”, disse ela.

Na área da saúde, a prefeita busca ampliar os recursos federais destinados ao município, que recentemente passou a oferecer atendimento em cardiologia. Já no Ministério das Cidades, a pauta envolve a liberação e aceleração de obras de parques urbanos incluídas no PAC.

Marília afirmou que pretende formalizar a renúncia no fim de março e organizar encontros na cidade como parte da despedida do cargo. O vice-prefeito, Ricardo Faria, deverá assumir a administração municipal.

“Tenho um sentimento contraditório. Arrumamos a terra, plantamos a semente e já colhemos frutos, mas a grande colheita virá nos próximos anos, e eu não serei a prefeita, ganhando ou perdendo a eleição. Não estou abandonando a cidade, estou abraçando um projeto maior”, declarou ela.

Questionada sobre a possibilidade de o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também disputar o Senado em uma chapa alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marília afirmou que a estratégia eleitoral ainda está em discussão.

“No Senado, serão dois votos. É preciso avaliar o melhor perfil para compor e fortalecer o campo de centro-esquerda em Minas. Meu nome lidera as pesquisas, mas é uma decisão estratégica”, disse.

Ela descartou disputar outros cargos. “Só renuncio se for para o Senado. O governo do Estado não me atrai. O Senado me desafia, é um recomeço”, afirmou.

Após ter o nome aprovado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do PT nacional, Marília disse que aguarda o aval definitivo do presidente Lula. “Falta o abraço do Lula. Quero sentir firmeza de que estarei fortalecendo não só a minha candidatura, mas o palanque dele em Minas”, concluiu.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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