Wanderson Rocha defende aumento do IPTU para áreas nobres de BH e reestatização do metrô
Candidato do PSTU afirma que renda na cidade está concentrada nas mãos dos mais ricos e quer criação de conselhos populares para destinar o orçamento da capital

O candidato do PSTU à Prefeitura de Belo Horizonte, Wanderson Rocha, defendeu, em sabatina à Itatiaia nesta terça-feira (20), que o executivo municipal aumente o IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano - para aumentar a arrecadação e realizar investimentos adequados na cidade. Segundo ele, a cobrança pode ser maior em áreas que têm o metro quadrado mais valorizado na capital mineira.
“Se você trabalha avaliando a renda das pessoas, você consegue ter uma arrecadação maior para aqueles que estão num metro quadrado que custa mais de 11 mil reais. Isso a prefeitura já pode fazer de imediato, porque essa riqueza não pode ficar tão acumulada como é atualmente”, afirmou.
Para o candidato, os recursos arrecadados poderiam ser investidos em outras áreas da cidade. “É uma forma de você aumentar a arrecadação, ampliar, através de planos de obras, gerar emprego, ter uma educação de qualidade, ter um sistema de saúde também de qualidade, o que só vai ser possível dessa forma".
Reestatização do metrô e do ônibus
O candidato do PSTU também defendeu, na sabatina, o cancelamento da privatização do metrô de Belo Horizonte. O argumento é que, pelo valor pago pela empresa que arrematou o serviço, considerado baixo pelo candidato, a prefeitura teria condições de tocar o serviço..
“A empresa que ganhou a licitação do consórcio desembolsou R$ 25 milhões. Uma prefeitura que utiliza R$ 300 milhões para repassar para os empresários de ônibus teria condições, à época, de absorver e ficar sob a responsabilidade do metrô. Isso acontece em São Paulo, e aqui a prefeitura teria condições de municipalizar. O governo federal tem estipulado, junto com o governo do estado, cerca de R$ 3 bilhões a serem destinados, ou seja, verba pública para a iniciativa privada, pensando na ampliação do metrô. Então, se o governo federal tem R$ 2,8 bilhões e o governo do estado tem R$ 500 milhões, a prefeitura teria condições suficientes de ser responsável pelo metrô”, argumentou.
Wanderson também defendeu o fim do contrato da prefeitura com as empresas de ônibus que, segundo ele, estão há anos nas mãos de bilionários. “Não dá para deixar serviço público na mão desses que concentram a riqueza da nossa cidade e do nosso país. A gente compreende que o cancelamento é necessário. Então a primeira medida que o PSTU vai tomar é cancelar o contrato com as empresas de ônibus, criar uma empresa municipal e através de conselhos populares, que é a nossa base de sustentação, é que os usuários vão dizer o que é melhor para o investimento”.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.





