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Dívida de Minas: Pacheco crê em 'sensibilidade' do STF para adiamento do prazo

Presidente do Congresso, no entanto, afirmou ter “fé” que proposta seja aprovada em três semanas no Congresso Nacional

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Rodrigo Pacheco lamenta mortes da tripulação de helicóptero dos Bombeiros de Minas Gerais • Jonas Pereira | Agência Senado

Apesar de dizer ter "fé" de que o Congresso aprove em três semanas um projeto de lei sobre a renegociação das dívidas dos Estados que sequer começou a tramitar, o senador Rodrigo Pacheco admite um acordo para pedir mais prazo ao Supremo em uma ação que interessa diretamente ao Governo de Minas.

A levar em conta uma decisão do ministro Nunes Marques, a partir do dia 20 de julho, a gestão de Romeu Zema volta a pagar as parcelas integrais do débito com a União.

"Acredito muito no trabalho e tenho fé que as coisas se resolvam dentro do prazo. É óbvio que é um Projeto de Lei Complementar, os senadores e deputados vão querer debater. Isso é natural", afirmou.

Saiba mais: Pacheco diz que governo deu aval para projeto de renegociação da dívida e aguarda decisão de Lula

No entanto, com a proximidade do prazo final, Pacheco acredita que as movimentações do Congresso sobre o assunto possam "sensibilizar" o Supremo a aceitar um eventual pedido de dilação do prazo

Prazo já foi adiado duas vezes

Por duas vezes, o STF garantiu, ao Governo de Minas, mais prazo para voltar a pagar as parcelas integrais da dívida com a União.

No ano passado, conforme decisão do Supremo, a gestão Zema deveria homologar a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) até o dia 20 de dezembro. Sem aderir ao programa, mas após início de conversa entre Pacheco, Zema e o governo federal para tratar do assunto, o ministro Nunes Marques acatou pedido tanto do Palácio Tiradentes como do Palácio do Planalto para postergar a data por mais 120 dias por conta das negociações conduzidas por Pacheco.

O prazo venceria, portanto, em 20 de abril, mas na véspera e após novo pedido da gestão de Romeu Zema, o prazo foi prorrogado por mais 90 dias — e, portanto, vence, agora, no dia 20 de julho.

A questão foi levada a julgamento no STF, mas o ministro Flávio Dino pediu que o caso seja analisado em plenário. Ainda não há data para que a ação seja julgada pelo conjunto dos ministros.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.