Dívida de MG: Fachin dá 3 dias para a União se manifestar sobre pedido de novo prazo para pagamento
A decisão acontece no momento que a Corte está em recesso e um dia após Zema formalizar o pedido

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin deu um prazo de 72 horas para a União se manifestar sobre o novo pedido de prazo para o início do pagamento da dívida de Minas Gerais com o ente. A decisão acontece no momento que a Corte está em recesso e um dia após Zema formalizar o pedido.
“A questão posta nos presentes autos trata de tema da maior relevância para o federalismo brasileiro, especialmente o seu caráter cooperativo e solidário o qual deve conduzir as relações entre os entes que compõem nossa federação. Diante desta temática, o protagonismo dos entes da federação é primordial, razão pela qual defiro o pedido de oitiva da União, para se se manifeste em 72 horas”, diz Fachin, no despacho.
O prazo final dado para o início do pagamento da dívida é 20 de julho. O STF está em regime de plantão até 31 de julho. Zema quer uma nova extensão, considerando duas datas possíveis: (1) a regulamentação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) — que teve ideia apresentada nesta terça pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); ou (2) a data do julgamento da ação sobre a prorrogação do pagamento das parcelas da dívida mineira no STF, que está marcado para 28 de agosto.
Ainda conforme a apuração, a alegação do secretário de Estado governo, Gustavo Valadares, de que a AGU estaria “sumida”, seria inverídica. “Não há, como tenta fazer crer representante do governo estadual por meio de declarações inverídicas à imprensa, demora ou “sumiço” por parte da AGU junto ao Estado, mas exatamente o contrário”, diz interlocutor.
Proposta de Pacheco
Nesta terça, o presidente do Congresso apresentou o projeto de lei complementar que propõe uma solução para o pagamento das dívidas bilionárias que os estados brasileiros contraíram com a União. O desejo de Pacheco é aprová-lo antes do início do recesso marcado para começar no próximo dia 18 de julho.
A proposta do senador mineiro prevê redução do indexador da dívida, reduzindo substancialmente os juros — que podem cair dos atuais 4% para 2%, valor que seria ainda revertido para investimentos nos próprios estados. O texto ainda inclui a possibilidade da entrega de ativos dos estados à União como meio para redução do valor final da dívida — Minas Gerais, por exemplo, poderia ceder a Codemig e outras empresas públicas.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



