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Após limite em penduricalhos, desembargadora diz que juízes caminham para regime de escravidão

Desembargadora Eva do Amaral Coelho afirmou que categoria passa por momento 'muito triste' e cita dificuldades de colegas em pagar contas

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Desembargadora Eva do Amaral Coelho • TJPA/Divulgação

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) limitar em 70% os pagamento de benefícios que extrapolam o teto do funcionalismo público, a desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), avaliou que os magistrados enfrentam momento “muito triste” e que categoria pode entrar “no hall dos que trabalham em regime de escravidão”.

A fala aconteceu na semana passada, durante a sessão da 3ª Turma de Direito Penal. “Nós não temos direito a auxílio alimentação, não temos direito a receber uma gratificação por direção de foro. Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no hall daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, afirmou Eva do Amaral.

Segundo dados do Portal da Transparência, a desembargadora recebeu, em março de 2026, remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após descontos, o valor líquido foi de R$ 91.211,82.

Segundo Eva, o teto imposto pelo Supremo aos “penduricalhos” vai afetar os serviços prestados pela Justiça. “A população vai sentir quando procurar a Justiça e realmente não tiver. Aí, ela vai sentir e vai ver qual foi o lado que ela optou. Me desculpe, mas, infelizmente, eu precisava fazer esse desabafo, porque fica engasgado”, disse a magistrada.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com o TJPA para ouvir a magistrada sobre sua fala, até o momento não houve retorno.

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