Dino sinaliza apoio à manutenção dos benefícios da delação de Mauro Cid
Ministro afirmou que colaboração do ex-ajudante de ordens foi útil para esclarecer os fatos da suposta trama golpista

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou nesta terça-feira (9) que votará a favor de manter os benefícios concedidos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), em razão de seu acordo de delação premiada.
Caso os ministros confirmem a validade do acordo, Cid poderá receber uma pena mínima. Em sua colaboração, ele pediu perdão judicial ou, de forma alternativa, uma condenação com a menor pena prevista.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a manutenção do acordo, destacando que, embora a Polícia Federal (PF) tenha descoberto os eventos relacionados à trama golpista, a delação de Cid trouxe “profundidade” às investigações e ajudou a esclarecer pontos importantes do caso.
As defesas de outros réus, por outro lado, contestaram a delação e pediram que ela não fosse confirmada pelo STF.
Durante seu voto, o relator Alexandre de Moraes defendeu a validade da colaboração. Agora, os demais ministros também devem se posicionar sobre o tema antes da conclusão do julgamento.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.





