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Desembargador fala sobre infiltração do crime organizado nas eleições e discute soluções

De acordo com o desembargador, há três pontos de preocupação em relação ao debate, que acontece em todo o país

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O desafio de enfrentar a infiltração do crime organizado nas eleições em 2026 – este foi um dos temas debatidos no podcast Dia a Dia da Política, veiculado pela Itatiaia nesta terça-feira (30), em entrevista com o desembargador Paulo Tamburini, que é coordenador do gabinete interinstitucional de segurança das eleições do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A conversa foi conduzida pela jornalista Bertha Maakaroun.

De acordo com o desembargador, há três pontos de preocupação em relação ao debate, que acontece em todo o país. “O primeiro deles é o controle de território. Como isso repercute na justiça eleitoral? É aquele território onde o crime organizado controla e impede os eleitores de votar ou exercer algum tipo de coação sobre os eleitores. O segundo, é o caminho em que isso ocorre, por exemplo, em financiamento de campanhas ou de candidatos ou de partidos em determinadas regiões. E o terceiro é exatamente pela infiltração de candidatos dentro da política”, explica.

O gabinete coordenado por Tamburini se tornou permanente após o sucesso nas últimas eleições, e conta com estratégias postas para lidar com a possibilidade de distorções causadas no pleito por atuação do crime organizado. “Partimos de um princípio de começar agora a fazer um observatório dessas violências eleitorais. O que que significa isso na prática? Nós passamos então a monitorar todas as ocorrências do dia da eleição que nós temos registro de duas últimas eleições, uma municipal, uma nacional e a partir de agora nós estamos fazendo todo o caminho”, afirma.

Ele exemplifica a atuação falando sobre casos de boca de urna. Se alguém é detido cometendo o crime no dia da eleição, o gabinete tenta entender o que ocorreu no caso específico, analisa se houve denúncia e processo, ou eventuais penas para o crime e acompanha toda a investigação ligada à ocorrência.

“Isso vai dar uma transparência bastante grande a todo esse processo, vai nos servir como dados jurídico métricos para que a Justiça Eleitoral aperfeiçoe e se torne mais ágil no julgamento desse processo e ao mesmo tempo nos ajuda a fazer a matriz de risco, que é um desenho que fazemos do estado hoje com base nos dados de ocorrências anteriores”, completa.

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