Itatiaia

Deputado chama Alexandre de Moraes de 'carcereiro’ de Bolsonaro

Carlos Jordy (PL-RJ) disse que ex-presidente está preso injustamente e é 'refém do próprio algoz' ao comentar atuação do ministro do STF

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Carlos Jordy defendeu prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro • Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) voltou a criticar as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação à prisão de Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista à Itatiaia nesta quarta-feira (25), o parlamentar caracterizou o magistrado como um ‘carcereiro’ ao comentar a decisão de conceder a prisão domiciliar temporária ao ex-presidente

 

À jornalista e colunista Edilene Lopes, Jordy reiterou a versão de que Bolsonaro foi preso injustamente e afirmou que o ex-presidente depende do escrutínio do próprio ‘algoz’ ao comentar as decisões de Moraes.

 

“O presidente Bolsonaro é um senhor de idade, ele tem problemas de saúde, necessita de cuidados especiais e por isso que veio se agravando o seu quadro, a sua defesa e também os médicos pediram que ele pudesse ter essa prisão domiciliar humanitária para que ele possa ter esses cuidados médicos e assim é muito ruim você ficar refém dos seus algozes. Dependendo da benevolência do seu algoz, do ministro Alexandre Moraes, que foi tudo: ele é vítima, ele é relator, ele é o juiz, ele é o acusador e é o carcereiro agora também. É o carcereiro e que ele decide quando ele deve sair ou não da prisão e num cenário em que o presidente Bolsonaro precisa realmente de atendimento de saúde”, declarou.

 

 

Na terça-feira (24), Moraes concedeu prisão domiciliar temporária para Bolsonaro. O ex-presidente está internado no hospital DF Star, em Brasília, desde o último dia 13 com uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Quando tiver alta, ele poderá cumprir sua pena de mais de 27 anos em casa.

 

Bolsonaro e seis de seus aliados foram condenados pelo STF em novembro do ano passado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Veja a entrevista na íntegra:

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.