Deputada pede devolução aos cofres públicos de salários recebidos por Eduardo Bolsonaro
Sâmia Bonfim pede à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça a devolução de benefícios e diz que o ex-deputado fugiu para os EUA para não enfrentar a justiça

A deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) pediu a devolução aos cofres públicos dos salários e benefícios recebidos pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante o período em que deixou o cargo de escrivão na Polícia Federal (PF).
O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (24) ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e à própria PF na quinta-feira (23). No documento, a parlamentar solicita a restituição dos valores pagos com recursos públicos, incluindo remuneração, vantagens, indenizações, gratificações, adicionais, férias e outros benefícios recebidos pelo ex-deputado pela corporação.
“Qual trabalhador brasileiro teria o privilégio de não comparecer ao trabalho e seguir recebendo salário e benefícios? Nenhum. É dinheiro público, pertence ao povo e deve voltar aos cofres públicos”, declarou a deputada.
Nas redes sociais, Sâmia afirmou, também, que apresentou o pedido após reclamação pública de Eduardo Bolsonaro sobre a demissão na Polícia Federal. A deputada afirma que Eduardo Bolsonaro "abandonou o cargo" de forma injustificada em dezembro de 2025 após ter o mandato cassado.
A corporação havia convocado, em 2025, o ex-parlamentar a reassumir o posto de escrivão depois da resolução na Câmara dos Deputados pela anulação do mandato de Eduardo pela quantidade de faltas. Segundo a Sâmia, a ida do ex-deputado aos Estados Unidos teve como objetivo “conspirar contra o Brasil” na implementação do tarifaço anunciado pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros e também “fugir da Justiça”.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, relacionada à tentativa de interferência no julgamento que envolve a tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. O ex-deputado diz que a decisão é uma "perseguição política", por isso está exilado nos EUA.
A decisão também determinou consequências políticas para o ex-deputado, incluindo perda do cargo público e inelegibilidade.
“Todo mundo sabe que este sujeito foi para os Estados Unidos conspirar contra o Brasil, articular o tarifaço e fugir da Justiça brasileira para não responder pelos crimes que ele e a quadrilha que chama de família cometeram”, escreveu a deputada.
Até o momento Eduado não se pronunciou sobre o assunto.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



