Depois de voto no STF, Fux é cotado para disputar o Senado
Ao elogiar o ministro, presidente do PL disse que 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe e sim uma 'baderna' facilitada pelo governo federal

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou que após o voto de Luiz Fux no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é cotado para disputar o senado.
Em entrevista exclusiva à Itatiaia, comandada pela repórter Edilene Lopes, nesta quinta-feira (11), Costa Neto disse acreditar que o voto de Fux na quarta-feira (10) deve trazer grande popularidade ao ministro e que ele pode aceitar concorrer para senador.
"Ele deu um show ontem. Ele ficou o dia inteiro nas TVs e deu um voto sério, um voto correto de não votar contra o Bolsonaro, porque 8 de janeiro nunca foi golpe. Isso deu uma popularidade", afirmou o presidente.
Segundo Valdemar Neto, Bolsonaro não podia estar sendo julgado no Supremo. "Ex-presidente, o julgamento é na primeira instância, para ele ter um outro grau para ele poder recorrer. Não existe isso no mundo", reforçou.
Governo facilitou 8 de Janeiro
Questionado sobre o 8 de janeiro, processo pelo qual o ex-presidente é julgado, o presidente nacional do PL reforçou que ocorrido não foi um golpe e sim uma "quebradeira", segundo ele, facilitada pelo Governo Federal.
"A Praça dos Três Poderes estava cercada até sexta-feira, quando mandaram tirar a cerca, deixar a praça livre. O Ministro Flávio Dino, que foi nomeado logo aquela semana, fez uma portaria determinando que a Guarda Nacional desse segurança para os próprios federais da rodoviária até a Praça dos Três Poderes. E coitado do Ministro Flávio Dino, publicou no Twitter. Não dá para limpar", reforçou.
"Não tinha ninguém da Guarda Federal ou da Guarda Nacional lá. Quer dizer, então, eles fizeram tudo, foi um general lá dentro para dar água para o pessoal", acrescentou.
Valdemar declarou ainda que é a "hora de dar anistia", assim como "foi feito no passado com todos esses governantes que estão aí", em menção ao atual presidente Lula."
"Nós temos hoje uma maioria para aprovar a anistia na Câmara dos Deputados. Temos maioria hoje no Senado também. Vai ser uma guerra. Vamos ter que brigar no Senado para votar neste dia e para liberar todo mundo", pontuou.
Confira a entrevista completa:
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo




