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Defesa de Braga Netto contesta prisão preventiva no STF

General está preso desde o dia 14 de dezembro, suspeito de tentar interferir na investigações em curso sobre a suposta tentativa de golpe de estado

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Braga Netto é o primeiro general quatro estrelas a ser preso na história • Reprodução

A defesa do general Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento questionando o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que justifica a manutenção de sua prisão preventiva.

O general está preso desde o dia 14 de dezembro sob a acusação de tentar obstruir investigações da Polícia Federal sobre ações para impedir a posse do governo eleito em 2022. Ele está detido no Comando Militar do Leste, localizado no centro do Rio de Janeiro.

Na Justiça, Braga Netto ainda deve enfrentar acusações incluindo tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa, que podem resultar em penas de até 12 anos de prisão.

A defesa classificou a medida como severa e desnecessária, ressaltando que não foram apresentadas provas que justifiquem a prisão. O caso segue em análise no STF, onde as acusações ainda estão sendo avaliadas.

Porque Braga Netto está preso?

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Braga Netto teria tentado interferir na coleta de provas, incluindo a obtenção de informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que colabora com as autoridades.

Além disso, há suspeitas de que o general participou de planos para instaurar um estado de emergência no país após a derrota eleitoral de Bolsonaro, com o objetivo de reverter o resultado das urnas.

De acordo com informações da Polícia Federal, o general Walter Braga Netto participou de uma reunião em 12 de novembro de 2022, em sua residência, onde foi apresentado e aprovado o plano denominado "Punhal Verde Amarelo".

O plano, elaborado pelo general Mário Fernandes, previa o uso de veneno e explosivos para assassinar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A reunião contou com a presença de militares das forças especiais do Exército, conhecidos como "kids pretos", incluindo o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, o major Rafael de Oliveira e o tenente-coronel Ferreira Lima.

O objetivo era apresentar ações clandestinas para impedir a posse do governo eleito e restringir o exercício do Poder Judiciário.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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