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Defesa de Bolsonaro pede ao STF a anulação da delação de Mauro Cid

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou na noite desta quinta-feira (6) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) referente aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro

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Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Valter Campanato/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (6) a anulação da delação premiada firmada pelo tenente-coronel do Exército Mauro Cid.

Os advogados alegam que não tiveram acesso às mídias utilizadas pela Polícia Federal para fechar o relatório, que serviu de base na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Respeitosamente requer, outrossim, pelos fundamentos expostos, sejam acolhidas as preliminares acima apontadas, com as consequências legais, notadamente a declaração de nulidade dos atos questionados e o reconhecimento da ilicitude das provas decorrentes”, pleiteou a defesa.

Em caso de recebimento da denúncia, que tornaria Bolsonaro réu, a defesa apontou 13 testemunhas para serem ouvidas no processo, incluindo o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente na gestão Bolsonaro.

A defesa de Bolsonaro também pediu para que o ministro Alexandre de Moraes seja substituído como relator do caso.

“Diante do exposto, requer-se que se reconheça a necessidade de distribuir os autos a um novo Relator, antes do recebimento da denúncia, a fim de que sejam aplicadas, respeitadas as diferenças de rito, as regras do juízo de garantias nas ações penais originárias desse”, argumentaram os advogados.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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