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'Defesa da espécie', diz deputado Nikolas Ferreira ao se posicionar contra casamento homoafetivo

O deputado federal afirmou que a finalidade do casamento é “gerar-se um filho”

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Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
Deputado federal Nikolas Ferreira  • Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) vai votar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A votação seria realizada nesta terça-feira (19), mas foi adiada para quarta-feira da semana que vem (27), após muito bate-boca e confusão na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

Segundo o parlamentar, o posicionamento dele não é discriminatório. "Eu falei do meu posicionamento com relação ao casamento gay, que ser contrário a isso não é ser discriminatório, afinal de contas quem é contrário à poligamia, não quer dizer que é discriminatório à poligamia, há de se compreender que o casamento é uma instituição que é uma finalidade, ou seja, um homem ou uma mulher gera-se um filho, um desejo de ter um filho e, portanto, a gente precisa. A gente tem defesa para tudo, né, defesa dos animais, defesa da moradia, defesa social, mas não tem uma defesa da espécie. E eu tenho certeza de que os homossexuais que estão aqui, falei de maneira respeitosa, me ouviram e pode, talvez, ter mudado o entendimento deles com relação a esta instituição. Ou seja, quando você tira a finalidade do casamento, você perde o sentido do casamento em si, não tem problema nenhum a pessoa querer ter relacionamento sexual com o casamento", argumentou.


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Deixar de ser casamento

O deputado comparou o casamento com figuras geométricas. "Quem quer que seja, mas o instituto do casamento é como se fosse um quadrado. Quando você pede um quadrado pra deixar de ter quatro lados, ele deixa de ser quadrado. Então, tá pedindo no fim das contas pro casamento deixar de ser o casamento", completou.

Transfobia

A deputada federal Érika Hilton (PSOL- SP) afirmou que proibir o casamento homoafetivo é inconstitucional e que o debate feito na comissão foi cheio episódios de discriminação e transfobia. "Um debate desrespeitoso, antidemocrático, com falas extremamente perigosas, preconceituosas, violentas. Nós fomos, nós estamos discutindo algo que é completamente inconstitucional. A Constituição diz que todos são iguais diante da lei. O Supremo Tribunal Federal já discutiu sobre essa matéria. O que os fundamentalistas fazem nessa casa é tentar retroceder um direito já assegurado. Isso é violento, isso é um escárnio. Usaram de falas extremamente criminosas, provocativas. O movimento social, a sociedade civil foi completamente desrespeitada", avaliou a deputada.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.