Conselho de Ética da Câmara decide suspender Gilvan da Federal por 3 meses
Deputado bolsonarista ofendeu a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e se envolveu em briga com líder do PT

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6), por 15 votos a 4, a suspensão do deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por três meses por quebra de decoro parlamentar. Agora, o capixaba pode recorrer ao plenário da Casa, mas afirmou que não fará.
Gilvan foi alvo de uma representação da Mesa Diretora da Câmara após ter ofendido a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública, em 29 abril. O deputado usou citou apelidos atribuídos à petista na chamada “lista da Odebrecht”, o que motivou uma discussão acalorada com o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), namorado da petista.
Segundo a representação, Gilvan agiu em “abuso das prerrogativas parlamentares”, proferindo manifestações “gravemente ofensivas e difamatórias” contra a ministra, com claro intuito de ferir sua imagem pública.
Relator do caso, o deputado Ricardo Maia (MDB-BA) se manifestou favorável à suspensão, mas diminui o prazo de seis para três meses. Segundo ele, o parlamentar ultrapassou os limites da divergência política e da liberdade de expressão.
O que acontece agora?
Com a representação acolhida pelo Conselho de Ética, Gilvan poderá recorrer ao plenário da Câmara, que precisa votar a punição na sessão imediatamente subsequente. O afastamento será confirmado se tiver o apoio da maioria absoluta da Casa – ou seja, 257 deputados.
A direção da Câmara também pediu o início de uma apuração caso a suspensão seja aceita para avaliar a possibilidade de cassação do deputado.
Durante o período de suspensão, Gilvan ficará sem receber salário e perderá toda a estrutura a que tem direito como deputado, incluindo cota parlamentar e assessores do gabinete.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



