Confiança nos ministros do STF atinge menor patamar da série histórica, indica pesquisa Atlas
De acordo com o levantamento, 27,8% da população diz confiar na Corte Suprema, quase metade do patamar de janeiro de 2023, quando começa a série histórica

A confiança nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu, em meio aos escândalos do caso Master, o menor nível da série histórica, segundo a pesquisa Atlas, divulgada na tarde desta terça-feira (22). De acordo com o levantamento, 27,8% da população diz confiar na Corte Suprema, quase metade do patamar de janeiro de 2023, quando começaram as medições. Na mesma toada, 61% dizem não confiar no Tribunal.
Houve escalada significativa na desconfiança nos ministros entre agosto de 2025 e o último levantamento, quando o percentual de pessoas que dizem não confiar na Corte saltou quase 10 pontos percentuais. O aspecto no qual a Corte mais peca, segundo a pesquisa, é a imparcialidade entre rivais políticos, apontado por 61% como deficitário pelos entrevistados.
Apesar da queda, o Supremo não é a instituição mais rejeitada pelos brasileiros – posição que fica a cargo do Congresso Nacional, apontado como confiável por apenas 8% da população e rejeitado por 81%. Na escala, seguem igrejas evangélicas, com 33% de confiança e 50% de desconfiança, e, em seguida, aparece a Corte em uma lista de 13 instituições pesquisadas.
As mais confiáveis, segundo o estudo, são as polícias – sendo que a Polícia Civil está no topo do ranking, com 60% de nível de confiança, seguida pela Polícia Federal, com 58%, e pela Polícia Militar, com 56%. Ainda pontuam a Igreja Católica (50%), o governo federal (48%), o Banco Central (47%), o Tribunal Superior Eleitoral (43%), as prefeituras (40%), os governos estaduais (39%) e as Forças Armadas (38%).
O levantamento foi contratado pelo jornal O Estado de São Paulo e ouviu 1.852 adultos entre os dias 17 e 21 de setembro. O nível de confiança é de 95%, enquanto a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi feita por Recrutamento digital aleatório.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



