Comissão do Senado discute castração química para reincidentes em crimes sexuais na quarta-feira
No último dia 15, senadores pediram vista, ou seja, um prazo maior para analisar a proposta; previsão é que o texto seja votado na CCJ nesta quarta-feira

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) discute e pode votar na sessão de quarta-feira (22) o projeto de lei (PL) do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) que prevê a opção de castração química voluntária para criminosos sexuais reincidentes. A proposta tramita há cinco anos no Senado Federal, e o relator, senador Angelo Coronel, se manifestou favorável à matéria.
Na sessão passada do colegiado, os senadores da base aliada ao Planalto pediram vista — ou seja, maior prazo para analisar o relatório apresentado para a proposta de lei — e adiaram a votação. Há perspectiva de que o projeto, portanto, seja votado nesta quarta-feira, já que consta na pauta da sessão assinada pelo presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os parlamentares não podem mais pedir vista, o que significa que a proposta deve, de fato, começar a ser analisada.
O que prevê o projeto de lei?
O projeto de lei 3.127/2019 permite a castração química voluntária para condenados por crimes sexuais — seja estupro ou violência sexual mediante fraude. Inicialmente, a proposta apresentada pelo senador Styvenson Valentim previa ainda a possibilidade de castração física; os criminosos que optassem pela intervenção cirúrgica teriam a pena extinta pela Justiça.
Entretanto, o relator Angelo Coronel retirou essa hipótese no parecer apresentado à comissão; ele justificou que essa medida específica é inconstitucional. No relatório, o senador sugeriu ainda o aumento das penas mínimas desses crimes em um ano.
A respeito da castração, o texto prevê que os condenados possam optar por um tratamento hormonal para contenção da atividade sexual em troca da liberdade condicional.
Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



