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Com várias correntes internas, PSD é visto como 'novo MDB' por correligionários

O partido fez um jantar em Brasília para comemorar o aniversário de 12 anos, mas foram notadas ausências como do senador Rodrigo Pacheco

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Aniversário de 12 anos do MDB
Aniversário de 12 anos do MDB • PSD Nacional

O PSD fez um jantar na última quarta-feira (4), em Brasília, para comemorar os 12 anos no partido. No entanto, o pessedista com o cargo público mais importante não compareceu. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso Nacional, informou que tinha outros compromissos, incluindo um encontro com parlamentares, e não foi ao evento. Da bancada mineira em Brasília, apenas o deputado federal Diego Andrade passou rapidamente pela cerimônia. Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, secretário executivo do partido, marcou presença e estava acompanhando dos deputados estaduais mineiros Cássio Soares e Gil Pereira.

Correligionários e interlocutores admitem que não há unidade no partido que é composto por muitas correntes, tendo em seus quadros filiados mais à direita e também mais à esquerda. Enquanto o ministro, Alexandre Silveira, faz parte do governo Lula (PT); o presidente do partido, Gilberto Kassab, é secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e o PSD faz parte da base de Romeu Zema (Novo) em Minas. A bancada pessedista mineira em Brasília é majoritariamente alinhada à direita.

Todas essas variáveis culminam em muito desentendimento e podem colocar em xeque objetivos próximos do partido. Pacheco será candidato ao governo de Minas pelo PSD na base de Lula? Fuad Noman é candidato à reeleição em BH? Ou a inclusão de aliados de Zema no governo municipal pode atrapalhar a candidatura dele dentro do partido? Para que perguntas como essas sejam respondidas, os correligionários vão precisar se entender, mas, por enquanto, não há nada definido.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.