O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que pretende manter sua candidatura ao governo de Minas se estiver na frente das pesquisas eleitorais e cobrou apoio de outros nomes da direita em Minas.
Em entrevista ao canal Timeline, o parlamentar desabafou sobre críticas que vem recebendo e rebateu argumentos de que ele não estaria preparado para assumir o governo.
“A turma que está me boicotando, vou responder com toda humildade: desde o ano passado, a direita vem falando que temos que estar unidos. Eu avisei, que tenho quatro anos de mandato, e só abriria mão para uma candidatura do Nikolas. Eu tive a humildade de fazer milhões de gestos para o Nikolas. Aí, o próprio vice-governador, que quer ser candidato, falou que a direita tem que estar unida. Eu falei, então, vamos fazer pesquisas, quem estiver na frente, vai ser o nome da direita”, afirmou Cleitinho.
“Eu não tenho dinheiro para fazer pesquisa, mas o PL e o União Brasil tem pesquisa interna. Se eu estiver mentindo, abro mão de ser candidato, mas eu apareço com mais de 40%. Se nas pesquisas apareço com mais de 40%, por que vou abrir mão de ser candidato? Por que eu tenho que ser covarde e abrir mão de disputar? Quem tem condições de varrer o PT de Minas Gerais se chama Cleitinho. Aceitem. Por que ficam me desqualificando? Por que ficam falando que sou despreparado? Eu estou preparado para defender o povo mineiro, para pegar empresas que têm isenção e colocar elas para pagar, para pegar mineradoras pagarem mais em vez de dar propina para político”, continuou o senador.
“Se eu continuar na liderança das pesquisas, com 40% ou 45%, eu tenho que primeiro ouvir Deus e ouvir o povo. Se metade de Minas me quiser, eu vou ser candidato. Eu não estou à venda, não tenho preço”, afirmou.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Cleitinho afirmou que pretende apoiar a candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL) e criticou políticos da direita que não declararam apoio ao filho do ex-presidente Bolsonaro.
“A direita, principalmente candidato a governador, não pode estar 70% ou 80% com o Flávio Bolsonaro. A gente tem que estar 101% com o Flávio Bolsonaro. Ou é de direita ou não é de direita. E se o Nikolas foi apoiar o atual vice (do Zema)? Não estou nem aí, vou apoiar o Flávio Bolsonaro. Eu não vou deixar de apoiar o Flávio. Ou você está 100% com o Flávio Bolsonaro ou não está. Se o Zema for vice (do Flávio) e eles tiverem que apoiar o Mateus Simões, beleza, vou ser candidato assim mesmo e vou apoiar o Flávio do mesmo jeito. Essa eleição agora é decisiva: ou a gente varre o PT ou vamos continuar nessa ladainha”, disse o parlamentar.