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Ciro Gomes afirma que inquéritos abertos por Moraes são nulos e ministro está 'perdendo isenção'

Ex-governador do Ceará criticou suposto uso político do TSE pelo ministro Alexandre Moraes

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Ciro Gomes
Ciro Gomes  • Agência Brasil

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), afirmou que os inquéritos abertos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), são nulos e podem "garantir a impunidade dos malfeitores".

Em vídeo publicado em suas redes, Ciro criticou o uso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fora do rito, caso denunciado pelo jornal 'Folha de S.Paulo'.

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Em uma analogia com futebol, Ciro criticou Alexandre de Moraes por ser, de forma concomitante, parte, relator e juiz dos inquéritos. "Ele bate lateral, faz o gol de cabeça, como juiz, valida, embora haja uma queixa de impedimento, e faz ele mesmo a perícia do VAR no lance", disse o ex-presidenciável. "Como é ele mesmo (Moraes) o agredido, ele está aparentemente, perdendo a isenção e o distanciamento."

Para Ciro Gomes, a duração do inquérito das fake news é anômala e, a essa altura, os implicados já deveriam ter sido julgados. Como a investigação permanece sem prazo para ser concluída, essa condição, na opinião do ex-governador, pode acarretar em "impunidade dos malfeitores".

"Desde 2019, Moraes resolveu transformar esse inquérito numa coisa que não tem fim, no inquérito do fim do mundo. Isso, data máxima vênia (com o devido respeito), não é direito. É incorreto Está simplesmente produzindo nulidade para, inclusive, garantir a impunidade dos malfeitores", disse Ciro, criticando a própria abertura do inquérito, de responsabilidade do então presidente do STF Dias Toffoli, que também designou, a dedo, Moraes como relator.

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