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Chiquinho Brazão diz que pedirá 'retratação' por acusações e que provará 'inocência'

O político carioca foi preso no último 24 de março. Ele é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ)

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Chiquinho Brazão e o irmão dele, Domingos Brazão, são acusados de ordenar a execução da vereadora Marielle Franco • Michel Jesus | Câmara dos Deputados

O deputado Chiquinho Brazão (sem partido) falou nesta quarta-feira (24) na sessão do Conselho de Ética da Câmara, colegiado que analisa sua possível cassação. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) em 2018. O parlamentar está preso desde 24 de março.

Em videoconferência, Chiquinho afirmou que vai provar sua inocência e que pedirá “retratação” a quem o acusa. "O que posso falar em minha defesa é que sou inocente e que vou provar, né? E sei que não há muito o que dizer, porque, pela grande relevância desse crime, sei como a Câmara está neste momento, está se passando, com todos os deputados que aí estão", disse Brazão.

"Mas, ao final de tudo isso, eu provando – e provarei a minha inocência –, que pudessem, aqueles que já ouvi em outros momentos, se retratar futuramente em relação à minha família. Meus filhos, meus netos, meus irmãos, todos, com certeza, estão sofrendo muito devido à opinião popular”, completou ele.

Deputados recusam relatoria

Na reunião desta quarta do Conselho de Ética, os parlamentares tiveram que fazer um sorteio para escolher um novo membro para investigar o caso de Brazão. Quando há processos que podem levar à perda do cargo de um congressista, é necessário que três membros do conselho sejam sorteados para investigar o caso. O relator, que é responsável por conduzir essa investigação, é escolhido entre esses membros sorteados.

Inicialmente, sete nomes foram sorteados para esta função. No entanto, os três primeiros sorteados recusaram o papel de relator: Bruno Ganem (PODE-SP), Ricardo Ayres (Republicanos-TO) e Gabriel Mota (Republicanos-RR).

Um novo sorteio foi realizado, e os nomes de Jack Rocha (PT-ES), Rosângela Reis (PL-MG) e Joseildo Ramos (PT-BA) foram escolhidos. No entanto, Rosângela também recusou o cargo de relator. Por isso, nesta quarta-feira, ela foi substituída na lista por Jorge Solla (PT-BA).

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

 

 

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