Celular proibido nas escolas: como a medida afeta professores e estudantes?
Texto sancionado por Lula nesta segunda (13) passa a valer neste ano letivo; especialistas comentam decisão, que já havia sido tomada por estados e prefeituras

O presidente Lula (PT) sancionou nesta segunda-feira (13) o projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.
O texto, que já passa a valer para este ano letivo, no entanto, abre exceções para casos de emergência, problemas de saúde ou força maior.
Os aparelhos só irão poder ser usados em sala de aula para:
- Fins pedagógicos ou didáticos, com orientação do professor.
- Inclusão e acessibilidade do estudante.
- Atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.
Como será em BH?
Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou que será avaliado como a lei será aplicada nas escolas da capital mineira.
Segundo nota enviada à Itatiaia, os alunos serão orientados sobre a proibição durante as aulas, devendo manter os aparelhos desligados e, em caso de descumprimento, será prioridade o "diálogo", orientando os estudantes sobre "a importância de respeitar as normas, e acionando a gestão escolas e as famílias quando necessário".
O ideal é termos uma conversa entre secretarias, gestores escolares, pais, professores e governo para criar estratégias de controle para essa proibição de celulares. Caso contrário, essa lei não vai funcionar porque vai apenas se tornar mais uma responsabilidade dada ao professor sobre a qual, inclusive, ele não vai ter autoridade alguma para exercer
"Precisamos debater o quanto as redes sociaise o uso de telefone pode atrapalhar as crianças", afirma.
Como manter a atenção dos estudantes?
E os professores?
A SMED respondeu, em nota, que irá trabalhar na capacitação de profissionais para validar temas relacionados ao uso inadequado das telas, saúde mental e nomofobia. Segundo a pasta, o projeto Psicólogos e Assistentes Sociais na Educação (PAS) será um "importante apoio para o acolhimento de alunos e profissionais em sofrimento psíquico relacionado ao tema".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Mineira de Resende Costa, Campo das Vertentes. Jornalista formada pela UFSJ, já trabalhou na Rádio Emboabas de São João del-Rei. Na Itatiaia, é editora do Jornal Itatiaia Primeira Edição e do Jornal da Tarde. Além de repórter, principalmente em Cidades
Jornalista formado na Estácio de Sá, tem experiência como repórter, editor e apresentador. É repórter da rádio Itatiaia na editoria de cidades





