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CCJ do Senado aprova primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária

Texto detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) o projeto de lei que endurece a pena para o crime de feminicídio.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira  • Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (11) o primeiro projeto de lei de regulamentação da reforma tributária. Agora, o texto será analisado no plenário, o que deve acontecer na quinta-feira (12), às 10h. A votação foi simbólica, quando não há o registro nominal de como cada parlamentar votou.

O projeto detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), o chamado "imposto do pecado", que incidirá sobre os produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Entre os principais pontos alterados pelo relator, Eduardo Braga (MDB-AM), em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados estava a inclusão das armas e munições no rol de produtos sobre os quais haverá a cobrança do IS. No entanto, um destaque – pedido de alteração do texto original – do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, retirou esse trecho.

O emedebista também zerou a alíquota dos medicamentos para as seguintes linhas de cuidado:

  • tratamentos oncológicos;
  • doenças raras;
  • ISTs e Aids;
  • doenças negligenciadas;
  • vacinas e soros; e
  • diabetes mellitus.

Além disso, o senador incluiu as despesas com telecomunicações no cashback, o mecanismo que permitirá a devolução de tributos das pessoas de baixa renda.

Amazonense, o relator restabeleceu ainda que a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) não será cobrada no comércio dentro da Zona Franca de Manaus e nas Áreas de Livre Comércio, que ficam localizadas em cidades fronteiriças da região amazônica.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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