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CCJ da Câmara adia votação de PEC que limita quebra de sigilos de usuários nas redes sociais

Proposta é de autoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e foi apresentada em 2015

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CCJ da Câmara adia votação de PEC que limita quebra de sigilos de usuários nas redes sociais.
CCJ da Câmara adia votação de PEC que limita quebra de sigilos de usuários nas redes sociais. • CNN Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a violação do sigilo das comunicações realizadas por redes digitais.

A proposta é de autoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e foi apresentada em 2015.

O texto tem como um dos objetivos assegurar o acesso à internet a todos os cidadãos, mas também inclui um dispositivo que limita a quebra de sigilo telemático.

“Ficam asseguradas a todos a garantia de acesso à internet e a inviolabilidade do sigilo das comunicações realizadas por meio de redes digitais, salvo por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”, estabelece o texto.

A análise da PEC foi interrompida logo após o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), relator da proposta, apresentar seu relatório (favorável à PEC). Deputados de partidos de esquerda pediram vista (ou seja, mais tempo para analisarem o texto).

Críticas de governistas

Uma das críticas ao texto feitas por deputados governistas é que o texto invade competências que vinham sendo tratadas na discussão do projeto de lei das fake news.

“Está errado, depois de toda a mobilização que houve para votar e discutir o PL das Fake News, a gente transfira para esse espaço, de uma outra PEC, que está trabalhando do princípio da inviolabilidade. Não faz sentido, somos favoráveis à retirada de pauta, porque o debate tem que continuar sendo feito no contexto da PL das fake news”, alegou Tarcísio Mota (Psol-RJ).

O relator da PEC, Capião Alberto Neto, disse que a proposta não vai “tratar de fake news”.

“O que estamos tratando aqui é de inclusão digital e atualização da nossa constituição ao mundo digital, apenas isso. Não vamos tratar de fake news”, declarou.

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