'Careca do INSS' nega relação com fraudes e diz que não responderá relator
Lobista investigado pela Polícia Federal depõe à CPMI que apura o esquema de fraudes no INSS

O lobista e empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou envolvimento no esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas do instituto. Ele presta depoimento nesta quinta-feira (25) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso.
"Destaco que toda a minha prosperidade é fruto de trabalho honesto e dedicado. Nunca possuí patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita, tampouco ocultei bens, seja no Brasil ou no exterior. [...] A minha empresa sempre prestou o serviço às associações, tendo como destinatário final o aposentado associado, mas sem qualquer ingerência ou responsabilidade sobre os descontos incidentes em seus benefícios previdenciários.", declarou Antunes, em sua manifestação inicial.
"Segundo os meus advogados, na sessão em que fora tomado o depoimento do sr. Rubens, vossa excelência [Gaspar] disse, por mais de uma vez, que sou 'ladrão do dinheiro de aposentados', sem me dar a chance de defesa. Ou seja, o relator já me julgou e condenou sem sequer me ouvir, e por isso não responderei às perguntas de vossa excelência", declarou o lobista.
Antunes disse considerar que o deputado alagoano já tem juízo formado a seu respeito e, portanto, estaria sendo parcial na condução dos trabalhos. Gaspar, então, o chamou de "o autor do maior roubo de aposentados e pensionistas da história do Brasil", expressão que gerou manifestação do advogado do lobista, Cleber Lopes de Oliveira.
O defensor chegou a discutir com o deputado Zé Trovão (PL-SC), iniciando um tumulto no plenário. O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), que comandava a oitiva, precisou suspender a sessão por cerca de 5 minutos e a Polícia Legislativa foi acionada para que não houvesse agressões físicas.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



