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Campanha de Flávio Bolsonaro diz que site sofreu mais de 3 mil tentativas de ataque cibernético

Equipe de campanha afirma que sistema registrou tentativas de invasão e ataques para tirar página do ar; até o momento, não há indícios de comprometimento da plataforma

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro • MAURO PIMENTEL / AFP

A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL, informou que a infraestrutura digital utilizada na campanha eleitoral foi alvo de uma série de ataques cibernéticos desde o lançamento do site oficial, no último dia 17 de agosto.

Segundo a equipe responsável pela segurança digital, foram registradas 3.250 tentativas de invasão em apenas oito dias. De acordo com a campanha, os ataques tinham dois objetivos principais: tentar obter acesso indevido a informações do sistema e provocar a indisponibilidade da página por meio de sobrecarga de acessos. Além das tentativas de invasão, a equipe afirma ter identificado 375 mil requisições automatizadas concentradas em um curto período. Esse tipo de ação, conhecido como ataque de negação de serviço (DDoS), utiliza robôs para gerar um grande volume de acessos simultâneos, com a finalidade de dificultar ou impedir o funcionamento de um site.

Ainda segundo a campanha, a plataforma utiliza uma arquitetura de segurança baseada no conceito de "defesa em profundidade", que reúne diferentes camadas de proteção para bloquear, detectar e conter atividades consideradas suspeitas. A equipe técnica afirma que, até o momento, não foram encontradas evidências de invasão bem-sucedida, vazamento de informações ou comprometimento dos sistemas, e que o portal permaneceu disponível durante o período.

Lançado no início oficial da campanha eleitoral, o site reúne a agenda do candidato, propostas do plano de governo denominado "Para o Brasil Vencer o Atraso", notícias, vídeos, fotografias, materiais para apoiadores e outros conteúdos institucionais da campanha.

A campanha não informou a origem dos ataques nem atribuiu responsabilidade a grupos específicos. Também não confirmou se o caso foi comunicado à Polícia Federal ou a outros órgãos especializados em investigação de crimes cibernéticos. Até o momento, não há registro de investigação oficial sobre os episódios.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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