Briga na AMM: sucessão pode ser afetada por quebra de acordo
Aliados do prefeito de Boa Esperança, Hideraldo Henrique Silva, afirmam que o atual presidente da Associação Mineira de Municípios, Marcos Vinícius Bizarro, pretende descumprir o acordo de alternância e se manter à frente da entidade

O clima é tenso na Associação Mineira de Municípios. O atual presidente da AMM, Marcos Vinícius Bizarro, prefeito de Coronel Fabriciano, assumiu o cargo em 2022 e fez um acordo de alternância com o prefeito de Boa Esperança, Hideraldo Henrique Silva.
O acordo teria foi intermediado pelo ex-presidente da Associação, Julvan Lacerda, que está cotado para a presidência da Confederação Nacional dos Municípios. No combinado, o mandato de um triênio ficaria dividido entre os dois. Bizarro comandaria a entidade no primeiro um ano e meio e na sequência Hideraldo, que é o vice-presidente, assumiria o posto.
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A aliança foi confirmada pelo tucano em entrevista ao podcast Abrindo o Jogo. "A gente vai compartilhar esse mandato. A gente colocou. Se é desejo dele, a gente vai compartilhar sim", afirmou. Assista o podcast na íntegra.
No entanto, Marcos Vinicícius Bizarro afirma que não vai cumprir o acordo porque foi ameaçado de morte por Hideraldo que, segundo ele, não tem "condição mínima psicológica" para assumir o cargo
Na guerra, dentro da entidade, segundo fontes da coluna, foram demitidos cargos comissionados tanto ligados a Hideraldo quando à Julvan. Bizarro negou perseguição. "As demissões ocorreram devido a nova realidade da associação, um ritmo mais técnico que político, estou reformando toda a sede administrativa, para receber melhor os prefeitos", afirmou.
Um dos aliados do prefeito de Boa Esperança afirmou que o acordo foi feito pelo bem no municipalismo mineiro e que Hideraldo não aceitará descumprimento.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



