Belo Horizonte
Itatiaia

Brics: Lula condena negacionismo e unilateralismo e defende protagonismo da OMS

Declaração é dada após reação de Trump à crítica do Brics ao protecionismo e barreiras tarifárias

Por e 
Cúpula do Brics no Brasil 2025
Cúpula do Brics no Brasil 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a última sessão plenária da Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, criticando o protecionismo e o unilateralismo. A declaração foi dada após reação do presidente americano, Donald Trump, às crítica do Brics ao protecionismo e barreiras tarifárias. "Hoje, o negacionismo e o unilateralismo estão corroendo avanços do passado e sabotando nosso futuro. O aquecimento global ocorre em ritmo mais acelerado do que o previsto. As florestas tropicais estão sendo empurradas para seu ponto de não retorno", afirmou.

Negacionismo e mudanças climáticas

O presidente brasileiro também ressaltou a importância do Acordo de Paris, para a redução do aquecimento global, que Trump já havia anunciando que vai abandonar. "A Conferência de Nice, há poucas semanas, deixou claro que o oceano está febril. Uma década após o Acordo de Paris, faltam recursos para a transição justa e planejada, essencial para a construção de um novo ciclo de prosperidade. Os países em desenvolvimento serão os mais impactados por perdas e danos. São também os que menos dispõem de meios para arcar com mitigação e adaptação", reforçou.

Combate à pandemias e endemias

Lula defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Recuperar o protagonismo da Organização Mundial da Saúde como foro legítimo para o enfrentamento às pandemias e na defesa da saúde dos povos é urgente. A recente adoção do Acordo de Pandemias é um passo nessa direção. O BRICS está apostando na ciência e na transferência de tecnologias para colocar a vida em primeiro lugar. No Brasil e no mundo, a renda, a escolaridade, o gênero, a raça e o local de nascimento determinam quem adoece e quem morre", concluiu.

A sessão plenária “Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global” é a terceira e última da Cúpula do Brics no Brasil. O evento começou no domingo (6) e termina nesta segunda-feira (7).

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Por

Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

Tópicos